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Um "Big Brother" pode ajudar a eficiência dos hospitais? Na Irlanda, acreditam que sim

13 nov, 2025 - 13:15 • Alexandre Abrantes Neves

A start-up Akara criou um sensor que permite gerir melhor médicos e enfermeiros nos blocos operatórios - nos Estados Unidos, a empresa diz ter aumentado em 40% a eficiência de equipas cirúrgicas.

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É quase como criar um “Big Brother” nos blocos operatórios. Não para apanhar conversas indiscretas entre médicos ou mexericos hospitalares, mas sim para recolher informações que possam ajudar a gerir de forma eficiente os recursos, desde materiais a humanos.

A ideia surgiu de uma irlandesa, mas que estava com a cabeça noutras geografias, algumas mais perto (como o Reino Unido), outras mais longe, exemplo dos Estados Unidos. O certo é que não é só em Portugal que os hospitais lidam com serviços encerrados, longas filas de espera para cirurgias ou dificuldade em atrair profissionais.

Niamh Donnelly não se contentou com o argumento do envelhecimento da população e, por isso, pegou numa ponta do problema e tentou resolvê-lo. Será que os enfermeiros e médicos podiam ser mais eficientes nas cirurgias? A resposta é “sim”, mas precisam de ajuda.

“Em cada bloco operatório, colocamos um sensor com inteligência artificial que monitoriza continuamente o trabalho. O sistema avançado de visão computacional é capaz de prever com precisão quando a cirurgia passará para a etapa seguinte. Além disso, funciona como um controlador de tráfego aéreo, enviando alertas em tempo real para as equipas, informando-os exatamente onde e quando precisam de estar”, assinalou, num “pitch” de apresentação de cinco minutos na Web Summit, da sua start-up Akara Robotics.

O objetivo é colocar a tecnologia ao serviço dos profissionais, recolhendo e tratando por eles dados que não são médicos, mas operacionais e de organização dos serviços – assim, médicos e enfermeiros ficam livres para um maior número de tratamentos e de operações.

A empresa diz ter resultados muito positivos e já ter aumentado a eficiência em 40% das equipas cirúrgicas de um hospital em Los Angeles, nos Estados Unidos. Em Portugal, o serviço ainda não foi implementado, mas o objetivo está traçado até 2030 – e, quando e se chegar, também pode vir a ser uma ajuda para a limpeza dos espaços.

“Quando o nosso sensor deteta que a sala está pronta para ser limpa, aciona os nossos robôs autónomos de descontaminação, que já estão patenteados e que podem desinfetar as salas de hospital mais rapidamente e com um padrão mais elevado”, rematou.

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