18 nov, 2025 - 14:08 • Ana Fernandes Silva
A Renascença foi distinguida, esta terça-feira, com quatro prémios de Ciberjornalismo na 18ª edição das Jornadas ObCiber, organizadas pelo Observatório de Ciberjornalismo da Universidade do Porto.
As distinções foram para as categorias de Infografia Digital e Reportagem Multimédia pelo público e Narrativa Vídeo Digital, tanto pelo público, como pelo júri.
Na Infografia Digital, o público escolheu o trabalho Hiroshima, 80 anos depois: Como a bomba atómica dizimou uma cidade e mudou o mundo num piscar de olhos?, de Salomé Esteves, e na Reportagem Multimédia elegeu como favorito o trabalho Crianças de Gaza "estão esfomeadas, desesperadas", mas ainda sonham "ser astronautas", de Catarina Santos.
Na categoria de Narrativa Vídeo Digital, o júri dos Obciber distinguiu o trabalho Reconstituição. O momento em que o Elevador da Glória matou, contado por quem viu, de Catarina Santos, Rodrigo Machado e Lara Castro, e o público votou em maioria na animação Como se elege um Papa?, de Rodrigo Machado, Ana Paula Santos e Diogo Casinha.
Na entrega esteve presente a editora de multimédia da Renascença. Catarina Santos sublinhou que receber estes prémios valoriza sempre o trabalho realizado pela equipa, mas que "os prémios não são de maneira nenhuma o mais relevante quando estamos a definir em que é que vamos apostar". Realçou ainda que estas são distinções para "toda a equipa da Renascença" e não só para quem assina estas reportagens em concreto, porque "para que alguns possam dedicar tempo a trabalhos mais complexos, o resto da redação tem de ajudar".
"Não há uma fita métrica" que possa medir o tempo investido nestas reportagens jornalísticas, "às vezes trabalhos mais complexos demoram menos do que o público imaginaria e trabalhos aparentemente simples demoram meses a fazer", rematou Catarina Santos.
Os quatro prémios para a Renascença foram recebidos esta manhã na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
O jornal Público foi a escolha do júri para a categoria de Excelência Geral em Ciberjornalismo e o jornal Expresso foi a escolha do público.
As jornadas ObCiber ficaram ainda marcadas pela conferência "Três décadas de ciberjornalismo: regresso a um futuro adiado", apresentada por Helder Bastos, docente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
O programa das jornadas ObCiber incluiu ainda um debate sobre os desafios da adaptação do jornalismo às plataformas online, a velocidade na produção de informação, a utilização da inteligência artificial para auxiliar o jornalismo e as perspetivas de futuro para a profissão.
Focado nos "30 anos de ciberjornalismo em Portugal: expectativas e realidade", o debate contou com a participação de Pedro Leal, diretor geral de produção e de informação da Renascença, João Porfírio, editor de fotografia do Observador, José Vítor Malheiros, fundador do publico.pt, e Nuno Marques, cofundador do jn.pt e atual editor executivo adjunto do Jornal de Notícias.
Escolhas do júri
Escolhas do público
Reveja os trabalhos premiados da Renascença:
- Crianças de Gaza "estão esfomeadas, desesperadas", mas ainda sonham "ser astronautas"