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Teatro Municipal do Porto

Jorge Sobrado: “Se a cidade não invade o teatro municipal, o teatro pode tomar a cidade de assalto”

04 dez, 2025 - 18:00 • Redação

Vereador da Cultura e Património do Porto reforçou o papel importante que o teatro tem para a cidade. Já o diretor artístico do Teatro Municipal do Porto, Drew Klein, apresentou as 40 propostas para os primeiros seis meses de 2026.

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O Teatro Municipal do Porto apresentou esta quinta-feira a agenda para os primeiros seis meses do próximo ano. Figuras como Henrik Ibsen, Eça de Queirós, Percy Bysshe Shelley e Lev Tolstói reaparecem “não como relíquias, mas como espelhos, desafiando a certeza com que definimos monstros e heróis, inimigos e os medos que os sustentam”.

As palavas são de o vereador da Cultura e Património da Câmara Municipal do Porto, Jorge Sobrado, que, num evento com sala cheia, começou a sessão por reforçar o papel importante que o teatro tem para a cidade.

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Jorge Sobrado defendeu que “o teatro, deve ser o lugar do público, que é como quem diz, o lugar da própria cidade, o lugar das pessoas”.

Recorrendo à origem da palavra teatro, o vereador explicou que o teatro é das pessoas e que “este termo antigo, theatron, designa não o lugar do palco, mas o lugar do público, designa não o lugar de quem representa, mas o lugar de quem é representado, designa não o lugar de quem é visto, mas o lugar de quem vê”.

Por fim, Jorge Sobrado rematou que o Teatro Municipal do Porto deve ser orientado pela diversidade. “Se a cidade não invade o teatro municipal, o teatro pode tomar a cidade de assalto”, concluiu.

Já à Renascença, o vereador afirmou que a programação apresentada é “para famílias, crianças e, também de gostos ou tendências mais alternativas” e, por isso, pede à cidade que a cidade “tome conta do teatro, quer do ponto de vista do seu objeto, quer do ponto de vista do seu público ou do seu ator de criação”.

Num momento protagonizado totalmente em português, apesar da nacionalidade norte-americana, o diretor artístico do Teatro Municipal do Porto, Drew Klein, apresentou as 40 propostas para os primeiros seis meses de 2026.

Drew Klein começou por reforçar que sempre que uma nova temporada começa "enfrentamos o desafio de captar a sua essência".

O diretor artístico reforçou que o compromisso do Teatro Municipal do Porto é “o de proporcionar conhecimento nas artes performativas que são dignas do público".

Drew Klein falou à Renascença sobre os desafios para inovar constantemente e trazer espetáculos que cativem o público e explicou que seguem o que está a acontecer no mundo e “respondemos ao que está a acontecer para criar oportunidades com as artes performativas que nós achamos transformadoras”.

Drew Klein acrescentou que na maioria das vezes questionam os artistas sobre o que querem fazer “onde eles querem levar o mundo e então, nós respondemos a isso” e é isso que faz com que exista uma evolução e a capacidade de mudar.

A 11.ª temporada do Teatro Municipal do Porto conta com 40 espetáculos - dentro desses 14 são coproduções - num total de 11 estreias – 5 absolutas e 6 nacionais.

Nesta programação destacam-se a estreia em Portugal das novas criações de Christos Papadopoulos, Lia Rodrigues e Miet Warlop.

Além destes espetáculos realça-se ainda a primeira adaptação coreográfica da obra “Os Mais” de Eça de Queirós, pela Companhia Nacional de Bailado.

Todas as produções e as suas datas podem ser consultadas na página oficial do Teatro Municipal do Porto.

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