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Joana Vasconcelos terá exposição no Museu Picasso Málaga em 2026

05 dez, 2025 - 11:12 • Lusa

A exposição "Transfiguração" permitirá "percorrer a sua trajetória" e incluirá obras desde finais dos anos de 1990 até criações recentes.

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O Museu Picasso Málaga, em Espanha, vai acolher em 2026 uma exposição da artista portuguesa Joana Vasconcelos que permitirá "percorrer a sua trajetória" e incluirá obras desde finais dos anos de 1990 até criações recentes, anunciou a instituição.

A exposição "Transfiguração" decorrerá de 29 de maio a 27 de setembro e integra um calendário de mostras do Museu Picasso Málaga para 2026 que pretende ser "um percurso pela arte moderna e contemporânea através de figuras essenciais como Pablo Picasso, Edvard Munch, Elena Asins, Joana Vasconcelos e Miquel Barceló", disse a instituição, num comunicado.

Comissariada pelo diretor artístico do Museu Picasso Málaga, Miguel López-Remiro, a exposição reúne uma seleção de peças que permitem percorrer a trajetória de Joana Vasconcelos, "oferecendo um olhar renovado sobre a sua evolução artista", segundo o mesmo comunicado.

A mostra "sublinha a transfiguração como núcleo da obra desta artista", que "transforma e resiginifica diferentes âmbitos da realidade", através de "esculturas e instalações monumentais" em que "explora a relação entre as tradições portuguesas e a arte contemporânea" e "celebra o património cultural e a identidade coletiva a partir de uma perspetiva crítica e transformadora", explicou o Museu Picasso Málaga.

Segundo a informação já divulgada pelo museu, a exposição integrará obras cedidas por instituições como a Fundação Louis Vuitton, o Museu de Arte Contemporânea de Castela e Leão (MUSAC), o Museu Extremenho e Iberoamericano de Arte Contemporânea (MEIAC), a Fundação EDP, a Coleção Luis Adelantado e o próprio estúdio de Joana Vasconcelos.

Serão exibidas em Málaga obras icónicas da artista como "Marilyn", de 2011, "www.fatimashop", de 2002, ou "Strangers in the Night", de 2000, assim como "Floresta Encantada", de 2024, que foi exposta pela primeira vez em Hong Kong, na China.

Joana Vasconcelos, nascida em 1971, conta com uma carreira de mais de três décadas, que se caracteriza pela descontextualização de objetos do quotidiano e pela apropriação do artesanato tradicional, que adapta ao século XXI para questionar temas como o papel da mulher, a sociedade de consumo e a identidade cultural.

Vasconcelos representou oficialmente Portugal na Bienal de Arte de Veneza, em 2013, levando um cacilheiro transformado pela azulejaria ao recinto principal da mostra internacional contemporânea.

Foi a primeira artista mulher e a criadora mais jovem a apresentar o seu trabalho no Palácio de Versalhes (França), numa mostra individual que bateu recordes de visitantes, e tem levado a sua produção a instituições como o Museu Guggenheim Bilbao (Espanha), o Palácio Pitti e as Galerias Uffizi (Florença, Itália), entre outras.

Este ano inaugurou as exposições “Drag Race – A Transgressão do Barroco”, no Museu de Artes Decorativas Portuguesas, em Lisboa, "Flamboyant”, em Madrid, Espanha, "Flowers of my desire”, em Ascona, Suíça, "Pavillon de Vin", em Brasília.

No ano passado, entre outros projetos, levou "O Castelo das Valquírias" à Alemanha, “Valkyrie Liberty” ao The Armory Show em Nova Iorque, e "O Jardim do Éden" ao Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda.

Joana Vasconcelos, primeira artista a vencer o Prémio Novos Artistas Fundação EDP, em 2000, começou a expor na década de 1990, tendo o seu trabalho sido projetado internacionalmente em 2005, quando participou na Bienal de Veneza com a peça “A Noiva”, um lustre monumental composto por tampões de higiene íntima feminina.

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