07 dez, 2025 - 18:36 • Ricardo Vieira, com Lusa
"Referência histórica", "simpatia e popularidade" e "um símbolo que Lisboa nunca esquecerá", são algumas das reações à morte da fadista e atriz Anita Guerreiro, este domingo, aos 89 anos.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou a morte de Anita Guerreiro, considerando que a sua "simpatia e popularidade" marcaram gerações.
"O Presidente da República apresenta os seus sentimentos amigos aos familiares e admiradores de Anita Guerreiro, figura da música portuguesa durante muitas décadas, deixando um traço de simpatia e de popularidade que marcou várias gerações", lê-se numa nota divulgada no site da Presidência.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, destaca “uma voz do fado que também se afirmou no teatro de revista e na televisão”, “uma referência histórica nas marchas populares de Lisboa”.
“Desaparece uma mulher talentosa e dedicada, referência histórica das Marchas Populares de Lisboa, mas fica a memória de uma grande artista!”, escreve a ministra na sua página oficial na rede social X, enviando ainda condolências à família e amigos da artista.
O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, considera que "Anita Guerreiro foi a voz de Lisboa".
"Cantou Lisboa, representou Lisboa. Do fado ao teatro de revista, Anita Guerreiro juntou em si todos os traços que compõem a alma única desta nossa cidade. Foi por isso um verdadeiro símbolo da cultura lisboeta, um símbolo que Lisboa nunca esquecerá. A ela estaremos para sempre gratos pela sua obra, pela sua vida, pelo seu exemplo", destacou o autarca, numa mensagem publicada na rede social X.
O ator e apresentador de televisão João Baião recorda que a sua estreia nos palcos foi ao lado de Anita Guerreiro.
"Bom dia. Notícia tão triste. Minha querida Anita Guerreiro! A primeira vez que subi ao palco do Maria Vitória no Parque Mayer foi ao lado da maravilhosa Anita Guerreiro. Um grande aplauso para a Voz de Lisboa, de Portugal!", lembrou João Baião.
A atriz e fadista Anita Guerreiro, de 89 anos, morreu este domingo, pouco depois da meia-noite, durante o sono, na Casa do Artista, em Lisboa, confirmou à agência Lusa fonte da instituição.
A notícia foi confirmada pela Casa do Artista, onde Anita Guerreiro residia desde 2018.
Bebiana Guerreiro Rocha Cardinalli nasceu em Lisboa, na freguesia dos anjos, em 13 de Novembro de 1936, começou a cantar aos sete anos entre familiares e amigos na coletividade Sport Clube do Intendente, no bairro onde nasceu.
Anita Guerreiro, que se tornou conhecida do público através do concurso radiofónico Tribunal da Canção, em dezembro de 1952, deu voz a fados e marchas emblemáticos, como "Lição de Amor", "O fumo do meu cigarro" e "Cheira bem, cheira a Lisboa", respetivamente.
Em 2004, por ocasião da comemoração dos seus 50 anos de carreira, a Câmara Municipal de Lisboa atribui-lhe a Medalha Municipal de Mérito, Grau Ouro.
Pertenceu, até 2019, ao elenco da casa de fados "O Faia", no Bairro Alto.