09 jan, 2026 - 09:37 • Redação com Lusa
A atriz Elisa Lisboa morreu na quinta-feira, aos 81 anos.
“Partiu ontem à noite a atriz Elisa Lisboa”, avançou a Casa do Artista, nas redes sociais.
Na publicação, a instituição fala do percurso da atriz. Começou no Teatro Experimental de Cascais e participou em espetáculos como "Bodas de Sangue” (1968), “Maria Stuart” (1969), “Antepassados Precisam-se” (1970), “Um Chapéu de Palha de Itália” (1970) ou “O Rei Está a Morrer” (1970)”.
Estudou música e chegou ao sexto ano de piano, paixão que manteve ao longo da vida, tendo ido para o teatro “um bocado por exclusão de partes”, como disse em 2012 numa entrevista à RTP, na qual explicou que foi pedir ao fundador do TEC Carlos Avilez para que a deixasse trabalhar em cena.
Depois do TEC, passou por companhias como a Rey Colaço-Robles Monteiro, onde fez “Hedda Gabler”, de Ibsen, e “O Duelo”, de Bernardo Santareno, ainda antes do 25 de Abril, a que se seguiu um extenso percurso com o Grupo Teatro Hoje, o Teatro da Graça, que ajudou a fundar.
Além do teatro, Elisa Lisboa também se destacou na televisão e no cinema. Participou em várias séries e novelas, como, por exemplo, “Floribella”, “Conta-me Como Foi”, “Doce Tentação”, “Bem-Vindos a Beirais” e “A Impostora”.
No cinema destacou-se em vários filmes: “Sombras de uma Batalha”, “Aparelho Voador a Baixa Altitude”, “Coisa Ruim”, “Fábrica dos Sonhos”, entre outros.
Foi também professora de Interpretação na Escola Superior de Teatro e Cinema.
Elisa Lisboa gravou o single "Os Poetas/Velho Tio Tom", em 1974. Em 1969, “esteve para ser a cantora do tema "Desfolhada Portuguesa", que acabou por ganhar o Festival RTP da Canção na voz de Simone de Oliveira”, escreve a Casa do Artista.
A Casa do Artista despede-se da artista com uma fotografia de novembro, resultado de uma sessão fotográfica organizada com residentes, familiares e amigos e escrevem “Adorava ser fotografada. Estava feliz”.
Elisa Lisboa vivia na Casa do Artista desde 2018.