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Inéditos de Bolaño e Pessoa e novos livros de Afonso Cruz e Patrícia Reis entre as novidades da Penguin

10 jan, 2026 - 01:39 • Maria João Costa

Até junho, o grupo editorial Penguin Random House anuncia a publicação de obras dos prémios Nobel Jan Fosse e László Krasznahorkai. Em português destaque também para obras de Madalena Sá Fernandes, Pedro Vieira, Clarice Lispector ou Wandson Lisboa.

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Roberto Bolaño é um autor de culto e a sua obra vai passar a ser publicada pela Cavalo de Ferro. Na apresentação da temporada do grupo editorial Penguin Randon House esta sexta-feira, em Lisboa, a editora anunciou para abril o lançamento de dois livros inéditos em Portugal.

“Contos Completos”, com tradução do poeta Vasco Gato, e “Um Pequeno Romance Lúmpen”, traduzido por Rita Graña, marcam o inicio das publicações que a Cavalo de Ferro fará, indicou Diogo Madre Deus. O editor explicou que irão publicar “toda a obra” deste autor chileno.

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Outra das novidades dada a conhecer é a publicação, em março, na chancela Penguin Clássicos do livro “Uma História da Literatura Portuguesa”, de Fernando Pessoa.

“Pega no projeto de Pessoa de fazer uma história da literatura”, projeto esse que o poeta iniciou quando ainda estava em Durban, explicou a editora. A edição, que mergulha na famosa arca do poeta, conta com organização e introdução de Nuno Ribeiro.

Em abril sairá também um novo livro de Leïla Slimani. “O Diabo Está nos Detalhes” terá chancela Alfaguara e tradução da escritora Tânia Ganho. O livro reúne um conjunto de textos de não-ficção da autora nascida em Marrocos e que vive em Portugal. São textos escritos na sequência do atentado do Bataclan e que falam de temas como racismo ou identidade.

Outra das novidades destacadas na Alfaguara foi o livro “Tudo na Natureza apenas Continua”, da escritora chinesa Yiyun Li. A autora que vive nos Estados Unidos e se recusa ver os seus livros publicados na China escreve sobre a sua memória dura de ter perdido dois filhos adolescentes.

A Alfaguara que anuncia a publicação de “Nas palavras dela”, de Alba de Céspedes, e “No escuro abismo do tempo”, do espanhol Javier Marias, vai também publicar pela primeira vez em Portugal a italiana Maria Grazia Calandrone, “Escrito com Sangue na Água” – um livro autobiográfico – e da moldava Tatiana Tibuleac o livro “O verão em que a minha mãe teve olhos verdes", um romance vencedor em Espanha do Prémio Cálamo 2019 e que tem como protagonista um pintor em bloqueio criativo a quem o psiquiatra aconselha a recordar o último verão que passou com a mãe.

De autores que escrevem em português, a Companhia das Letras anunciou a mudança de casa editorial da escritora Patrícia Reis que vai editar já este mês “O Lugar da Incerteza”, um romance passado em Lisboa “sobre a fé e o abismo dos homens”, explicou a editora Sofia Fraga.

José Gardeazabal é outro dos autores portugueses com novo romance na Companhia das Letras intitulado “Mulher no Espaço”, já Afonso Cruz irá lançar o romance “A Cozinheira do Ditador” e Ana Cláudia Santos – autora de “Lavores de Ana” – vai lançar em março “A Morsa – contos de inocência e de violência” que é na verdade o seu primeiro livro, mas que teve uma tiragem muito diminuta.

Outras das novidades no catálogo da Companhia das Letras é o novo romance “Sótão”, de Madalena Sá Fernandes, e o segundo livro de Manuel Abrantes intitulado “E o Teu Corpo disse tudo” em que o autor, sociólogo de formação, aborda a questão do trabalho imigrante em Portugal.

A mesma editora vai continuar a reeditar a obra de Clarice Lispector. Um dos livros, o famoso “A Hora das Estrelas” sairá com texto de apresentação do escritor Valter Hugo Mãe e “Laços de Família” com introdução da poeta Matilde Campilho.

Do Brasil chegam duas novidades. Bruna Dantas Lobato editará “Horas azuis”, uma obra autobiográfica sobre uma jovem brasileira que vai para os Estados Unidos estudar literatura e que mantem uma ligação com a mãe que vive no Brasil, através de conversas por computador.

Outra autora brasileira que se estreia no catálogo da Companhia das Letras é Vera Iaconelli, psicanalista e colunista do jornal Folha de São Paulo. “Análise - Notas do divã” é uma obra autobiográfica em a psicanalista se analisa a si mesma, olhando para o seu passado familiar.

A Cavalo de Ferro irá dar continuidade à publicação do Nobel de 2025, o húngaro Lásló Krasznahorkai de quem vai editar “O Tango de Satanás” (tradução de Ernesto Rodrigues), que foi adaptado ao cinema pelo realizador que morreu recentemente Béla Tarr. De Jan Fosse vai lançar “Cenas de uma Infância” que reúne uma seleção de textos escritor entre 1981 e 2013. A tradução é de Liliete Martins.

No catálogo da Elsinore foram anunciadas, entre outras novidades, a publicação em fevereiro de “As Meninas do Laranjal”, de Gabriela Cabezón Cámara. O livro com tradução de Guilherme Pires é considerado um dos maiores sucessos da atualidade da literatura espanhola

Também de Espanha chega “As Feras”, de Clara Usón. O livro traduzido por Rita Graña conta a história de Idooa López Riaño, a mais celebre terrorista da ETA. Já da Galiza será publicada na Penguin Fição o livro “Esse Lugar” de Berta Dávila. A obra com tradução de Gonçalo Neves é sobre a temática da maternidade.

De temática feminina é também o novo livro do escritor Pedro Vieira. “Vénus em Chamas e Deus instrumentalizou a Mulher” anuncia-se como uma obra de não-fição e fala sobre a “objetivação das mulheres” , explicou a editora Euridice Gomes.

Na área do infantil e em plena campanha para as presidenciais, foi anunciado na chancela Iguana, o lançamento do livro “Tamem Digo!”, de Jorge Pinto, que concorre a Belém com o apoio do Livre. A obra revisita a vida da sua avó e da família que emigrou.

Na mesma chancela sairá ainda uma novela gráfica de Paulo Caetano e Jorge Mateus sobre a fuga da prisão de Caxias, durante o antigo regime, de um grupo ligado ao PCP e que escapou pelos portões da cadeira a bordo do carro blindado de Salazar.

“O Cão Invisível” é o titulo do primeiro livro do brasileiro Wandson Lisboa e que sairá em abril. A história um bocado autobiográfica conta a vida de um homem que passeia uma trela com um cão imaginário e revela a empatia entre o homem e o seu cão.

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