17 jan, 2026 - 03:11 • Ricardo Vieira
O escultor Francisco Simões, uma "referência maior das artes plásticas", morreu esta sexta-feira, aos 80 anos.
Natural de Almada, Francisco Simões deixa várias obras espalhadas pelo espaço público em Portugal.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
São da sua autoria as esculturas "Mulheres de Lisboa", na estação de Metro de Lisboa do Campo Pequeno; os bustos de Vieira da Silva e Arpad Szenes na estação do Rato e outras instalações no Parque dos Poetas, em Oeiras.
Foi também o autor da estátua "Amores de Camilo", no Largo Amor de Perdição, no Porto - representa o autor Camilo Castelo Branco abraçado a uma jovem nua, retratando Ana Plácido.
O autarca da altura, Rui Moreira, chegou a ordenar a retirada da estátua em 2023, mas acabou por recuar.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já lamentou o desaparecimento de uma "referência maior das artes plásticas".
Francisco Simões deixa como legado "uma obra de excecional valor artístico, humano e patrimonial, em que tradição e modernidade se entrelaçam de forma harmoniosa", assinala a mensagem publicada no site da Presidência.
O escultor "projetou a arte portuguesa em diversos países, em importantes espaços públicos, em coleções institucionais e privadas, sem nunca deixar de defender o acesso democrático à arte e a cultura como direito universal".
Nesta mensagem, Marcelo Rebelo de Sousa apresenta "sentidas condolências à família, amigos e admiradores" de Francisco Simões.