Pedro Abrunhosa “extremamente triste” com Montenegro: “Não restam dúvidas. Não há lugar para hesitações”
23 jan, 2026 - 11:06 • Maria João Costa
Apoiante declarado de António José Seguro, o músico Pedro Abrunhosa lamenta que “23% da população portuguesa acredita na mentira, no engodo e naquilo que é a inimizade”. Crítico pela não tomada de posição de Montenegro, o artista não tem dúvidas que a democracia vai voltar a ganhar na segunda volta.
Diz e repete que a “democracia ganhou” na primeira volta de 18 de janeiro. Pedro Abrunhosa que apareceu em público como apoiante de António José Seguro no último dia da campanha para as presidenciais, é categórico ao afirmar que não tem dúvidas de que a democracia “ganhará na segunda volta”.
Contudo, o artista que lançou um novo disco, “Inverbo” no dia do fecho da campanha manifesta-se “triste por 23% da população portuguesa acreditar na mentira, no engodo e naquilo que é a inimizade perante os valores mais sagrados da Portugalidade”.
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Sem nunca referir o nome de André Ventura, Pedro Abrunhosa explica que lhe causa “alguma preocupação”, porque “aquele que teve 23% foi ao beija-mão a Trump”. Nesta entrevista à Renascença, o músico considera que o candidato do Chega é alguém que mostra “inimizade” por valores da “ética cristã” e “respeito pelo mais fraco”.
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“A democracia ganhou”, aponta. Abrunhosa alega “Marques Mendes é um democrata, Gouveia e Melo é um democrata” e no caso de Seguro “o resultado é claríssimo”. Já sobre Cotrim de Figueiredo, o artista diz que “apesar de todos os ruídos”, não acredita que o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal tenha algum tipo de “hostilidade perante a democracia”.
“Numa primeira volta, com 11 candidatos acho que é claríssimo que ganhou a democracia”, volta a afirmar. Mas Pedro Abrunhosa vai mais longe nas críticas depois de olhar para os diferentes candidatos e aponta ao primeiro-ministro.
“Fico extremamente triste com Luís Montenegro, que não percebe que isto não é uma questão de indecisão”, refere. “Perante o bolo manifestamente são e o bolo manifestamente insalubre e decomposto, não se pode dizer que são iguais”, afirma.
Para Pedro Abrunhosa, “não restam dúvidas”. “Aqui não há lugar para hesitações, como já foi afirmado, até por pessoas da direita. Creio que a segunda volta poderá também definir muita desta realidade”, remata.
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- 10 jul, 2026







