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Literatura

Lídia Jorge considera que o país "fez justiça" a Lobo Antunes

05 mar, 2026 - 12:16 • André Rodrigues , Diogo Camilo

Escritora afirma que o Prémio Nobel, tão ambicionado por Lobo Antunes, é um "acaso" e que este conseguiu "leitores aos milhares, reedições sobre edições", além de prémios nacionais e internacionais.

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A escritora Lídia Jorge lembrou esta quinta-feira António Lobo Antunes, falecido esta quinta-feira aos 83 anos, como um escritor que "deixa uma obra aberta imensa à volta do mundo".

À Renascença, a vencedora do Prémio Pessoa 2025, considera que o país "fez justiça" ao escritor, que queria ter sido reconhecido com o prémio Nobel da Literatura.

"Ele queria muito o prémio Nobel mas, sejamos francos, o prémio Nobel é um acaso. Acho que o país lhe fez justiça, sinceramente. O que é que um escritor quer mais do que reconhecimento, de leitores aos milhares, reedições sobre edições, prémios todos de Portugal, prémios internacionais por toda a parte", afirma Lídia Jorge.

A escritora aponta também que o mais importante é que "escolas, as universidades e os leitores continuem a abordar a obra dele como uma escrita que não tem tempo".

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