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Exposição revela espólio pessoal de Vasco Granja

06 mar, 2026 - 14:09 • Maria João Costa

“Olá, Vasco Granja!” é a exposição que abre este sábado, na Sociedade Nacional de Belas-Artes, em Lisboa e que homenageia Vasco Granja, figura incontornável da divulgação do cinema de animação em Portugal. A mostra, no âmbito do Festival Monstra estará patente até 4 de abril.

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Marcou gerações. Vasco Granja que morreu em 2009, aos 83 anos, era presença habitual nos ecrãs, quando ainda só havia dois canais de televisão. Manteve na RTP um programa de animação entre 1974 e 1990.

O seu percurso de vida e a sua paixão ao cinema de animação são agora homenageados na exposição “Olá, Vasco Granja! A arte dos amigos do Pai da Pantera Cor-de-Rosa” que abre este sábado, na Sociedade Nacional de Belas-Artes (SNBN), em Lisboa, e que reúne 125 desenhos sobre papel e acetato de "grandes nomes da animação internacional” que pertencem ao seu espólio pessoal.

Organizada em parceria com a Monstra, o Festival de Animação de Lisboa, a exposição que ficará patente até 4 de abril leva à Galeria Pintor Fernando de Azevedo da SNBA o legado de Granja.

“Mais do que apresentar ‘desenhos animados’, foi um pedagogo do olhar, abrindo portas às vanguardas canadianas, à produção da Europa de Leste e aos clássicos norte-americanos", refere o comunicado da SNBA.

Espólio Vasco Granja Foto DR
Espólio Vasco Granja Foto DR
Espólio Vasco Granja Foto DR
Espólio Vasco Granja Foto DR
Espólio Vasco Granja Foto DR
Espólio Vasco Granja Foto DR

Figura incontornável da divulgação do cinema de animação em Portugal, Vasco Granja revelou ao público infantojuvenil, e não só, a diversidade da produção de animação que era feita em várias partes do mundo na época.

Na exposição é apresentado um conjunto significativo do seu espólio pessoal, de imagens, desenhos, alguns que lhe eram oferecidos em resultado de uma rede de amizades e encontros com nomes que marcaram a animação.

Exemplo disso são Zbigniew Czernelecki (“O lápis mágico”), Richard Williams (“A Christmas Carol”), Zlatko Grgić (“Professor Baltazar”) ou Norman McLaren. Mas há também obras de Dušan Vukotić, René Laloux, Bruno Bozzetto, Raoul Servais, John Halas e Joy Batchelor, entre outros.

Este ano, a 25.ª edição da Monstra decorre até 22 de março em vários espaços de Lisboa, com o epicentro habitual no Cinema São Jorge.

Nesta edição, o festival terá também uma instalação interativa intitulada “Lugares Invisíveis | MUSEU”, do compositor português Carlos Caires e do artista italiano Andrea Tamburrino patente no recém-inaugurado Museu Nacional da Música, em Mafra.

No Museu da Marioneta, em Lisboa será apresentada uma exposição dedicada a um dos maiores estúdios de animação da Letónia, o Animacijas Brigade, que está a celebrar 60 anos.

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