Ouvir
  • Noticiário das 2h
  • 20 mai, 2026
A+ / A-

Espaço

Satélite da NASA cai na Terra esta terça-feira à noite, após 14 anos no espaço

10 mar, 2026 - 20:38 • Catarina Magalhães

NASA espera que a maior parte da nave, que começou uma missão em 2012, comece a separar peças ao reentrar na atmosfera terrestre por volta da meia noite.

A+ / A-

Uma sonda da NASA com cerca de 590 quilos está prevista regressar à atmosfera terrestre na noite desta terça-feira, anunciou em comunicado a agência espacial norte-americana.

Quase 14 anos após o seu lançamento, a maior parte do satélite "Van Allen Probe A" deverá desintegrar-se enquanto dirige-se em "queda livre" para Terra, por volta da meia noite (hora de Portugal continental).

No entanto, há uma margem de incerteza de 24 horas sobre o momento de chegada.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

"Entre 2012 e 2019, a nave espacial e a sua gémea, "Van Allen Probe B", atravessaram os cinturões de Van Allen, anéis de partículas carregadas e presas pelo campo magnético da Terra, para compreender como essas partículas são adquiridas e perdidas", lê-se no comunicado da força espacial dos Estados Unidos da América (EUA).

Segundo a NASA, estes cinturões protegem a Terra da radiação cósmica, das tempestades solares e do vento solar – "fenómenos prejudiciais para os seres humanos e capazes de danificar tecnologia".

A missão que duraria dois anos acabou por terminar em 2019, quando as naves ficaram sem combustível, incapazes de se orientarem em direção ao Sol.

Há risco do satélite causar danos ao cair na Terra?

A NASA espera que a maior parte da nave comece a separar peças ao reentrar na atmosfera e, nos seus cálculos, a sonda vai aterrar no mar.

Já o risco de causar danos ao cair na Terra é "baixo" para a população mundial. A probabilidade é de um em 4.200, mas, mesmo assim, as autoridades espaciais estão a monitorizar a queda.

Esperava-se que o satélite regressasse à atmosfera terrestre em 2034, mas os cálculos foram feitos antes do atual ciclo solar que, em 2024, verificou-se muito mais ativo do que esperado.

Contudo, "a irmã gémea não deverá reentrar antes de 2030".

Ouvir
  • Noticiário das 2h
  • 20 mai, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque