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Obras de restauro permitiram a descoberta de 15 medalhões no Mosteiro dos Jerónimos

16 mar, 2026 - 10:00 • Redação

A intervenção de restauro e conservação na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos, prestes a ficar concluída, permitiu a análise e recuperação de 15 medalhões de cobre situados no teto do edifício que eram praticamente desconhecidos.

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As obras de restauro e recuperação na igreja do Mosteiro dos Jerónimos permitiram a descoberta de medalhões de cobre com quase 500 anos e quase desconhecidos dos especialistas.

Os medalhões, com dois metros de diâmetro cada e colocados a 26 metros de altura do chão, apresentam pinturas sobre folha de ouro. O conjunto inclui gravuras de esferas armilares, cruzes de Cristo, armas reais e figuras religiosas, nomeadamente os quatro evangelistas (Mateus, Marcos, Lucas e João) e o leão de S. Jerónimo.

De acordo com o jornal Público, a intervenção contou com o apoio do Laboratório José de Figueiredo e do Instituto de Soldadura e Qualidade, que documentou o sistema de fixação original do século XVI. As peças encontram-se presas à estrutura pétrea através de espigões de bronze selados com chumbo.

De acordo com o conservador Nuno Proença, esta solução técnica conferiu a flexibilidade necessária para que os medalhões resistissem aos sismos de 1531 e 1755. Relativamente ao estado de conservação, o técnico nota que a mineralização do metal alterou a pigmentação original, mas a integridade física das estruturas manteve-se estável ao longo de cinco séculos.

O projeto englobou dez empreitadas distintas e resultou na criação de uma base de dados detalhada para futura investigação histórica. No entanto, os especialistas envolvidos aproveitam a ocasião para sublinhar a necessidade de planos de manutenção continua no patrimônio nacional.

Nuno Proença refere que a ausência de intervenções regulares de manutenção aumenta a complexidade, a duração e os custos das operações de restauro quando estas se tornam inevitáveis.

Após 13 anos de obras e três milhões de euros investidos, foram arranjadas também portas e janelas, restauradas pinturas, vitrais e a talha dourada dos altares. Reparou-se ainda as caldeiras para que a água fosse projetada para fora do edifício, de modo a preservar a igreja.

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