Ilha da Madeira “transformada” em Havai em novo filme da Paramount
20 mar, 2026 - 10:50 • Redação
“Primata” inclui várias cenas exteriores gravadas no território português, que são apresentadas na história como paisagens havaianas.
O filme “Primata” tem várias cenas gravadas na ilha da Madeira, mas é dito serem no Havai.
O novo filme da Paramount Pictures utiliza cenários naturais desta região portuguesa para criar uma ilusão cinematográfica que represente o Havai, que surpreendeu quem conhece bem a ilha.
A obra de terror, lançada no início de 2026, inclui várias cenas exteriores com falésias, estradas costeiras zonas de vegetação que, no ecrã, são apresentadas na história como paisagens havaianas. A produtora chegou a revelar, no entanto, que alguns cenários seriam desta área do território português.
“Desde florestas tropicais a penhascos vulcânicos, a Madeira proporcionou a combinação perfeita entre beleza e terror”, afirmou a PSP Production, numa publicação no Instagram.
Esta escolha não foi aleatória, a produção procurava cenários tropicais e formações vulcânicas, elementos que a Madeira oferece de forma natural.
As filmagens exteriores foram realizadas na ilha, enquanto as restantes imagens foram captadas noutros locais, como estúdios no Reino Unido.
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Para espectadores mais atentos, especialmente portugueses, muitas destas localizações são facilmente reconhecíveis.
As falésias e formações rochosas acabam por denunciar que as imagens não têm, de facto, origem numa ilha a milhares de quilómetros de Portugal.
Este tipo de prática é comum na indústria cinematográfica, onde diferentes países servem de “duplos” para outros destinos, muitas vezes por razões logísticas, financeiras ou visuais.
A própria ilha da Madeira já assumiu anteriormente esse papel em produções internacionais.
Esta utilização da região em grandes produções pode trazer visibilidade e impacto económico, ainda que, como neste caso, nem sempre seja identificada diretamente junto do público.
O filme “Primata” começa com um reencontro familiar da jovem Lucy, que regressa da faculdade para passar férias em família na sua casa no Havai. Da reunião faz parte Ben, o chimpanzé de estimação, criado pela falecida mãe desde pequeno.
As supostas férias tranquilas acabam por se revelar aterrorizantes, quando o animal é mordido por um bicho e contrai raiva. A partir daí, torna-se uma luta incessante da família pela sobrevivência no único lugar que serve como refúgio por ser temido por Ben: a piscina da casa.
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