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"O lugar mais fedorento da galáxia": Cientistas descobrem um novo planeta coberto de lava e enxofre

28 mar, 2026 - 01:08 • Catarina Magalhães

A 35 anos luz da Terra e com um tamanho praticamente igual ao nosso planeta, o "oceano de magma" que se estende por milhares de quilómetros e o efeito de estufa são os aspetos que mais definem este corpo astronómico.

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Sabe-se que há vida para além do sistema solar em que vivemos, mas a diversidade de planetas é cada vez mais surpreendente. Um novo estudo descobriu um novo planeta, "L 98-59 d", que não é nada mais do que explosões de magma sem parar, anunciou o portal de ciência "Nature".

Este exoplaneta, ou seja, um planeta fora do sistema solar, é moldado por uma "forte irradiação estelar", mas ainda não é certo se o seu núcleo é inteiramente rochoso.

Segundo os cientistas, esta investigação pode levar à descoberta de um conjunto bem maior de planetas com estas características, "embora permaneça incerto como estas populações de exoplanetas se formam", lê-se no comunicado.

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A 35 anos-luz da Terra – a título de exemplo, estamos a pouco mais de oito minutos-luz do Sol – e com um tamanho aproximado ao nosso planeta (1,6 vezes), o "oceano de magma" que se estende por milhares de quilómetros e o efeito de estufa composto por enxofre são os aspetos que melhor definem este corpo astronómico.

Pondera-se que esta "super-Terra" possa ter vindo a "mudar significativamente ao longo de milhares de milhões de anos".

Já o odor composto por sulfureto de hidrogénio é descrito como uma nuvem a ovo podre constante.

"Este pode ser o lugar mais fedorento da galáxia", explicaram os astrónomos que têm vindo a descobrir mais sobre planetas gasosos como este.

Apesar de ser um planeta sem possibilidade de criar vida humana, investigar estes corpos é necessário para estes estudiosos, já que "descobrir sulfureto de hidrogénio é um passo importante para encontrar esta molécula noutros planetas e entender como se formam".

Os cientistas acreditam que este planeta já resiste há mais de cinco mil milhões de anos e este tipo de ambiente pode representar uma nova classe de planetas, moldados por temperaturas extremas e composições invulgares.

O "L 98-59 d" foi descoberto pela agência espacial NASA em 2019, mas ainda continuam os estudos sobre este planeta.

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