Ouvir
  • Noticiário das 10h
  • 13 mai, 2026
A+ / A-

Ciência e tecnologia

Portugal já lançou seis satélites para o espaço e quer criar o "Waze do mar"

30 mar, 2026 - 12:17 • Tomás Anjinho Chagas

Quatro satélites têm nomes de escritores: Agustina, Saramago, Pessoa e Camões. Têm utilização civil e militar. No próximo ano, a ideia é ter um sistema de partilha de informação no oceano a funcionar, com uma versão premium e outra grátis. Objetivo é também passar a fabricar os satélites em Portugal.

A+ / A-
Portugal lançou seis satélites para o espaço e quer criar o "Waze do mar"
Ouça a reportagem do jornalista Tomás Anjinho Chagas

É um dia importante para a astronomia portuguesa. Esta segunda-feira, Portugal colocou seis satélites no espaço.

Foram lançados às 12h02 a partir da Califórnia, nos Estados Unidos, por um foguetão da Space X, empresa liderada pelo excêntrico multimilionário Elon Musk. O Governo português fala num momento de viragem para o país.

"Não quisemos ser meros espectadores da história, quisemos ser autores", afirmou Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e Coesão Territorial, no arranque da cerimónia no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, onde foi transmitido o lançamento em direto.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

Os seis satélites não vão servir todos para o mesmo. Quatro deles são da LusoSpace, uma empresa portuguesa, que quer dar fins comerciais à tecnologia.

Foram batizados com nomes de grandes escritores portugueses: Agustina, Camões, Pessoa e Saramago. "As palavras de Agustina Bessa-Luís voam", afirmou Mónica Baldaque, a filha da escritora portuguesa durante a cerimónia. O momento foi inspirador, uma combinação entre poesia e tecnologia.

Os satélites desta empresa pretendem melhorar as comunicações com os navios, e, em breve, criar um sistema de partilha de informações entre eles: o "Waze do Oceano".

Nervosismo indisfarçável

Antes do lançamento, as dezenas de pessoas tentavam conter as borboletas na barriga. O nervosismo era indisfarçável, o orgulho também. O risco existia, mas era baixo: 0,5% de probabilidades de lançamento. As odds eram boas, mas para quem dedicou muito ao projeto, qualquer meio porcento é muito.

O entusiasmo também lá estava: "É bom estar vivo neste dia", gritou uma pessoa da plateia. Os sorrisos, de alegria e ansiedade, invadiam o auditório. O relógio andava ao contrário: contagem descrescente.

Ao contrário da passagem de ano, no primeiro segundo o assunto ainda não está resolvido. Depois de levantar o foguetão Falcon 9, soltou-se um forte aplauso. Mas logo depois o nervosismo regressou. A saída da atmosfera significa que passam a imperar as leis da astrofísica, pode haver imprevistos. A separação dos satélites do foguetão também são momentos sensíveis.

O primeiro estágio chama-se: "I still love you", ou "ainda te amo" em português. Durou menos de 10 minutos. O segundo estágio implica a libertação dos satélites nas diferentes distâncias e demora perto de uma hora.

Ouvir
  • Noticiário das 10h
  • 13 mai, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • É disto
    30 mar, 2026 que precisamos 17:15
    É disto que precisamos: áreas tecnológicas, desenvolvimento industrial, mais-valias industriais. O que não precisamos mais, porque temos já de sobra: Tuk-Tuks, especulação imobiliária e empregos de toalhinha no braço e salários mínimos em hotelaria e restauração

Vídeos em destaque