Ouvir
  • Noticiário das 20h
  • 21 mai, 2026
A+ / A-

Morreu o pintor Armando Alves, do grupo Os Quatro Vintes

31 mar, 2026 - 16:08 • Lusa

Pintor morreu aos 90 anos, anunciou a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP).

A+ / A-

O pintor Armando Alves, que fez parte do grupo Os Quatro Vintes, com Ângelo de Sousa, José Rodrigues e Jorge Pinheiro, morreu aos 90 anos, anunciou esta terça-feira a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP).

Segundo a nota da FBAUP, que tem na origem a Escola de Belas Artes em que Armando Alves foi estudante e docente, o pintor nascido em 7 de novembro 1935, em Estremoz (Évora), formou-se em Pintura com "20 valores".

"Formou, com Ângelo de Sousa, José Rodrigues e Jorge Pinheiro, o grupo Os Quatro Vintes, que apresentou várias exposições nacionais e internacionais no final dessa década e início da seguinte", realça a nota de pesar publicada pela instituição, assinada pelo seu diretor, Miguel Carvalhais.

O grupo chamava-se assim precisamente pela nota de saída do curso de Belas Artes, tendo os quatro sido professores na Escola de Belas Artes do Porto, mais tarde FBAUP -- Armando Alves foi "um dos pioneiros da formação em Artes Gráficas", lembra Miguel Carvalhais.

Esse curso viria a dar origem à criação do primeiro de Design de Comunicação na cidade, e Alves dedicou-se ao design profissionalmente depois de deixar o ensino superior, com "uma carreira longa e ilustre, com particular destaque para a sua produção em design editorial e cartaz".

Do grupo Os Quatro Vintes, de resto, Jorge Pinheiro é o único elemento ainda vivo, após a morte de Ângelo de Sousa, em 2011, e de José Rodrigues, em 2016.

Armando Alves foi agraciado em 2006 com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito e, em 2009, recebeu o Prémio de Artes Casino da Póvoa, numa carreira longa entre o trabalho como pintor, a docência e a construção de uma memória gráfica da vida cultural da cidade do Porto.

Com Ângelo de Sousa (1938-2011), José Rodrigues (1936-2016) e Jorge Pinheiro (1931), todos formados com a nota máxima, apresentou várias exposições no final da década de 1960, nomeadamente na Galeria Domingues Alvarez (Porto, 1968), na Galeria Zen (Porto, 1969), na Sociedade Nacional de Belas Artes (Lisboa, 1970) e na Galeria Jacques Desbrière (Paris, 1970).

Em 2025, a Cooperativa Árvore, no Porto, expôs obras do artista plástico desde 1958 até à atualidade, numa mostra "artística e afetiva" que visou assinalar os 90 anos do artista, no dia 7 de novembro.

[Notícia atualizada às 16h21 de 31 de março de 2026 para acrescentar mais detalhes]

Ouvir
  • Noticiário das 20h
  • 21 mai, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque