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Cultura

Babell. Festival literário quer tornar o Porto capital mundial do livro

01 abr, 2026 - 14:35 • Redação

O programa inclui conversas literárias, exposições, cinema, aulas de história, sessões infantis, leituras de poesia nas ruas e concertos.

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Entre 24 e 29 de junho, o Festival Babell – Cidade Livro quer transformar o Porto num grande palco literário ao ar livre.

Apresentado originalmente em dezembro, foram revelados mais detalhes sobre o evento, esta terça-feira, prometendo trazer à cidade alguns dos mais importantes nomes da literatura mundial e ocupar vários espaços públicos com conversas, concertos, exposições e performances.

A primeira edição do evento, promovido pela Fundação Livraria Lello em coprodução com a Câmara Municipal do Porto, aposta num modelo inovador de acesso às sessões e num programa que cruza literatura, música, cinema, arte e pensamento.

Durante a apresentação do programa, o comissário do evento, Rui Couceiro, sublinhou a ambição internacional do festival.

“Acho que o Porto pode estar orgulhoso, porque o Babell tem o melhor cartaz de um evento literário a nível internacional em 2026”, afirmou.

O Babell surge 25 anos depois de o Porto ter sido Capital Europeia da Cultura e pretende afirmar a cidade como um centro internacional de reflexão cultural.

Já à Renascença, Rui Couceiro explicou que o evento nasce também da vocação literária da cidade. “O Porto é, por natureza, uma cidade literária, uma cidade romanesca, poética. Aqui nasceram e viveram muitos dos maiores escritores portugueses”, afirmou.

Para o responsável, faltava na cidade um evento literário desta dimensão. “O Porto tem uma belíssima Feira do Livro, mas não tinha um evento desta natureza”, disse aos jornalistas, acrescentando que espera uma forte adesão do público.

Programação

Grande parte das sessões acontecerá em espaço público, em locais como a Praça dos Leões, Avenida dos Aliados, Praça da Batalha, Ribeira do Porto ou Torre dos Clérigos, reforçando a ligação entre literatura e cidade.

O programa reúne alguns dos nomes mais relevantes da literatura contemporânea. Entre os autores confirmados estão: Margaret Atwood, Salman Rushdie, Olga Tokarczuk (prémio Nobel da Literatura), Julian Barnes, Javier Cercas, Lídia Jorge e Valter Hugo Mãe.

Também estarão presentes escritores como Conceição Evaristo, Milton Hatoum, Dulce Maria Cardoso, Djaimilia Pereira de Almeida e Bruno Vieira Amaral, entre muitos outros.

Além das conversas literárias, o programa inclui exposições, cinema, aulas de história, sessões infantis, leituras de poesia nas ruas e concertos.

Um dos momentos musicais mais aguardados acontece na Avenida dos Aliados, com um espetáculo que junta Pedro Abrunhosa e os GNR, que vão apresentar também temas inéditos inspirados em poesia do Norte de Portugal.

Acesso às sessões

Uma das principais novidades do Babell é o sistema de acesso às sessões. Em vez de comprar diretamente bilhetes, o público terá de comprar um livro numa das mais de 50 livrarias aderentes da cidade.

Após a compra, recebe uma senha com um código que deve ser introduzido no site do festival, permitindo reservar um lugar numa sessão.

“Compramos um livro, recebemos uma senha com um código e escolhemos a sessão a que queremos assistir”, explicou Rui Couceiro durante a apresentação.

Para entrar nas sessões será ainda necessário levar um livro na mão, numa iniciativa que pretende incentivar a leitura e tornar o livro visível no espaço público.

A rede de mais de 50 livrarias do Porto é uma peça central do festival. O objetivo é mobilizar livreiros e leitores, reforçando o papel destes espaços na vida cultural da cidade.

Para o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, o festival representa uma oportunidade para reforçar o papel da cultura na identidade da cidade. Aos jornalistas, o autarca afirmou que o evento terá impacto local e internacional.

“Não tenho dúvidas de que vai ser um grande momento para a cidade e para o país. Vão passar por esta cidade nomes incontornáveis da literatura global”, disse.

“Uma cidade é uma comunidade de pessoas. Este festival é um convite para parar, refletir e relacionarmo-nos uns com os outros”, acrescentou.

O acesso às sessões literárias abre a 7 de abril, data em que o público poderá começar a comprar livros nas livrarias aderentes e reservar lugares.

As restantes sessões ficam disponíveis a partir de 23 de abril, Dia Mundial do Livro.

Com um investimento que, segundo Rui Couceiro, ultrapassa os dois milhões de euros, o Babell pretende afirmar-se como um dos grandes eventos literários europeus.

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