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Alimentação

Páscoa sem exageros. Recomendações de uma nutricionista para a Semana Santa

01 abr, 2026 - 14:00 • Redação

Fala-se em reduzir as quantidades de gordura, optar mais pela água e menos por bebidas com álcool e açúcar e praticar atividade física.

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Tentar não transformar a época da Páscoa em muitos dias, tentar cingir àqueles dias assinalados." Este é um dos conselhos para evitar excessos nesta época festiva da Páscoa, deixados, na Renascença, pela nutricionista Diana Silva.

As tradições gastronómicas desta época podem ter impacto na saúde e de várias formas. "No peso, no perfil lipídico ou na tensão arterial”, enumera.

A nutricionista, que integra a direção da Ordem dos Nutricionistas, defende que a chave está no planeamento das refeições, na moderação e na manutenção de alguns hábitos saudáveis.

Diana Silva sublinha que tudo começa antes mesmo de se entrar na cozinha: “No planeamento, planear aquilo que se irá cozinhar, tentar adequar as quantidades de maneira a não se ter excesso de comida, que depois também se prolonga nos outros dias, sem ser necessário."

Além de ajudar a controlar os excessos, planear as refeições também permite evitar desperdício alimentar. A recomendação passa por ajustar as quantidades às pessoas que estarão à mesa, sobretudo quando as refeições são preparadas em casa.

Outro conselho passa por não prolongar a celebração para além do necessário.

Ajustar a forma de cozinhar

A quem prepara as refeições em casa, Diana Silva recomenda atenção à forma de confeção dos pratos típicos.

“Pode-se reduzir na quantidade de gordura e privilegiar o azeite. Retirar aquela gordura visível, porque, quer a carne, quer o peixe, ainda têm incorporada gordura”, explica.

A nutricionista aconselha ainda a diminuir o teor de sal, optando por outros temperos para realçar o sabor dos alimentos.

Cuidado com doces e chocolates

Os doces são outra presença constante nesta altura do ano. Para evitar exageros, a sugestão é que as sobremesas sejam reservadas para o final da refeição e que, sempre que possível, sejam acompanhadas de fruta.

Quanto ao chocolate — um dos alimentos mais consumidos na Páscoa — Diana Silva aconselha a optar por versões com maior percentagem de cacau.

Também no caso das crianças é importante algum controlo. Diana sugere que deve haver articulação entre familiares para evitar que os mais novos recebam doces em excesso, como os tradicionais ovinhos de chocolate.

Água e atividade física

No que toca às bebidas, a nutricionista aconselha a “privilegiar a água no detrimento das bebidas com álcool ou das bebidas com açúcar”.

Apesar da importância da alimentação, a especialista lembra que a Páscoa deve ser, sobretudo, um momento de convívio.

Ainda assim, sugere que nem todas as atividades se centrem à volta da mesa. “Acima de tudo privilegiar o convívio, mas que não seja sempre de volta da mesa porque a tendência depois é estar permanentemente a petiscar”, alerta.

Aproveitar estes dias para praticar atividade física, muitas vezes com mais tempo livre disponível, é outro ponto importante para que o corpo não sinta tanto o impacto desta época festiva.

Voltar à rotina

Mesmo quando há algum excesso, a nutricionista tranquiliza: o mais importante é retomar os hábitos habituais após o período festivo.

Afirma que “o segredo é não haver grandes exageros, e depois voltar àquilo que é a rotina habitual, à alimentação mais equilibrada, mais saudável”. “Não é por pontualmente consumir ou ter uma refeição com um bocadinho mais de teor de gordura que vai desequilibrar completamente”, acrescenta.

No entanto, alerta que o impacto surge quando este tipo de alimentação se torna frequente, podendo refletir-se “no peso, no perfil lipídico ou na tensão arterial”.

Assim, entre pratos tradicionais e chocolates, o equilíbrio continua a ser a principal recomendação para viver a Páscoa de forma saudável.

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