Espaço
Cratera nunca antes vista: Astronautas da Artemis II viram "a Lua que não estamos habituados a ver"
05 abr, 2026 - 23:54 • Catarina Magalhães
Até ao momento, apenas robôs da agência espacial norte-americana tinham testemunhado esta região em órbita lunar.
A mais de metade do caminho até à Lua, os quatro astronautas da tripulação Artemis II fotografaram um lado do satélite natural da Terra nunca antes visto no quarto dia da missão.
Este domingo, a nave espacial onde cientistas viajam superou a marca de dois terços da viagem antes do aguardado sobrevoo lunar.
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De olhos postos na Lua, a nova imagem capturada pela tripulação captou a cratera Orientale – uma parte com 965 quilómetros de diâmetro –, uma visão inédita para os olhos humanos, já que é uma zona difícil de observar a partir da Terra.
"Esta não a Lua que estamos habituados a ver", contou a astronauta Christina Koch, a única mulher a bordo da cápsula Orion.
"Nesta nova imagem da nossa tripulação, pode ver-se a bacia Orientale na orla direita do disco lunar", lê-se na publicação oficial da NASA. "Esta missão marca a primeira vez que toda a bacia foi vista a olho nu."
Até ao momento, apenas robôs da agência espacial norte-americana tinham testemunhado esta região em órbita lunar.
"É simplesmente enorme, extremamente complexa, e poderíamos ficar a olhar para ela durante horas", contou o astronauta Jeremy Hansen, de 50 anos – o primeiro canadiano a aventurar-se pela Lua –, em entrevista à estação televisiva NBC News.
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"As partes mais escuras simplesmente não estão no lugar certo", acredita a engenheira.
Segundo a revista científica "Nature", outras crateras vão estar iluminadas durante o sobrevoo e que nunca foram observadas diretamente à luz do Sol.
Se tudo correr como previsto, os astronautas vão sobrevoar o lado oculto da Lua esta segunda-feira, ou seja, o lado contrário ao visível através da Terra.
Acredita-se que esta superfície tem uma crosta mais espessa e mais crateras do que a conhecida pelos seres humanos.
Este é um regresso histórico da Humanidade ao satélite natural da Terra, já que as últimas missões Apollo aconteceram já há 54 anos.
Porém, o regresso efetivo do Homem à Lua está apenas previsto pela NASA para 2028, com as missões Artemis III, IV e V.
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