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Cientistas identificam "impressão digital neuronal" comum a cinco drogas psicadélicas

06 abr, 2026 - 23:59 • Redação

Cientistas identificaram uma assinatura neuronal comum produzida por cinco drogas psicadélicas no cérebro humano. LSD, psilocibina, DMT, mescalina e ayahuasca partilham um impacto semelhante na forma como diferentes regiões cerebrais comunicam entre si. A conclusão resulta da maior investigação já realizada sobre psicadélicos e o cérebro humano.

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Um estudo publicado na revista "Nature Medicine" identificou uma assinatura neuronal comum a cinco drogas psicadélicas no cérebro humano, conta o "Guardian" esta segunda-feira. A análise combinou 11 conjuntos de dados de neuroimagem de 267 pessoas em cinco países, num total de mais de 500 exames cerebrais.

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LSD, psilocibina, DMT, mescalina e ayahuasca partilham um efeito comum: reforço acentuado da comunicação entre redes cerebrais normalmente separadas, nomeadamente entre sistemas associados ao pensamento de ordem superior e redes mais primitivas ligadas à visão e à sensação.

"Estas cinco drogas, que nunca tinham sido analisadas em conjunto pelo seu impacto no cérebro, têm certos efeitos em comum na forma como alteram a função cerebral", afirmou Danilo Bzdok, investigador da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, e co-autor do estudo.

A investigação identificou ainda alterações em zonas mais profundas do cérebro, em regiões associadas a hábitos, aprendizagem e movimento. Em sentido contrário a algumas afirmações anteriores, o estudo não encontrou evidências consistentes de que determinadas redes cerebrais se "desintegram" sob o efeito de psicadélicos.

Segundo Bzdok, todas as substâncias analisadas dissolvem a hierarquia habitual dos sistemas cerebrais, nivelando a sua organização funcional. O investigador associa este efeito ao que alguns utilizadores descrevem como acesso direto à própria consciência, incluindo experiências de dissolução do sentido de identidade.

"Há uma comunicação desencadeada entre sistemas cerebrais — eles comunicam de forma intensa entre si", disse Bzdok. "É uma comunicação excessiva entre sistemas cerebrais."

Os psicadélicos estão a ser investigados em ensaios clínicos como potenciais terapias para condições como depressão grave, esquizofrenia e perturbação de stress pós-traumático.

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