Cultura
Souto Moura distinguido com prémio internacional de arquitetura
28 abr, 2026 - 06:00 • Cristina Nascimento
Depois de Siza Vieira, Eduardo Souto Moura é o segundo português a ganhar a Medalha de Ouro da União Internacional dos Arquitetos. Cerimónia de entrega vai acontecer em junho, em Barcelona, no Congresso Mundial de Arquitetura.
O arquiteto português Eduardo Souto Moura vence a Medalha de Ouro da União Internacional dos Arquitetos. O anúncio será feito esta terça-feira e trata-se da segunda vez que um arquiteto português é distinguido com este galardão.
Souto Moura já venceu, em 2011, o prémio Pritzker, considerado o Nobel da Arquitetura. Agora, vence a Medalha de Ouro (UIA).
À Renascença, o presidente da Ordem dos Arquitetos, Avelino Oliveira, destacou que este prémio, sendo da “associação que representa todas as organizações de arquitetos tem uma valência global”.
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A distinção de Souto Moura “é particularmente importante em duas dimensões”, acredita Avelino Oliveira. A primeira “para celebrar a qualidade do trabalho do arquiteto Souto Moura, um trabalho de referência, que tem escala mundial, que é admirado por toda a classe profissional, não só em Portugal, mas de uma forma global”.
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“Há uma segunda dimensão igualmente importante que também celebra a própria arquitetura portuguesa, toda uma geração e também dá um sinal de que nós estamos a continuar a criar um contexto em que os nossos arquitetos trabalham com referências no mundo e com capacidade de nos mostrarmos sempre com uma atividade que honra Portugal."
O arquiteto Avelino Oliveira descreveu ainda os principais traços da arquitetura portuguesa que são valorizados no plano internacional.
“Geralmente os arquitetos portugueses olham com muito cuidado e sensibilidade para os lugares onde estão a intervir. Têm uma particular capacidade de estudar a história, o contexto e os sítios onde estão a desenhar as suas obras, utilizam materiais que tenham uma relação com esse lugar, com essa memória, com essas identidades”, contou.
Avelino Oliveira referiu ainda que as obras de arquitetura portuguesa “são geralmente intervenções que se preocupam muito com a relação, com a dimensão humana, com o contexto das cidades ou dos espaços urbanos onde vão intervir e isso é muito valorizado em termos internacionais”.
Souto Moura é esta terça-feira anunciado como vencedor do prémio, mas a medalha só será entregue em junho, em Barcelona, no Congresso Mundial de Arquitetura.
- Noticiário das 14h
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