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Nobel da Paz Narges Mohammadi sofre ataque cardíaco na prisão

02 mai, 2026 - 13:03 • Reuters

Ativista iraniana encontra-se em estado instável num hospital iraniano este sábado, depois de ter sido transferida da prisão para lá em consequência de uma grave deterioração da sua saúde.

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A Prémio Nobel da Paz, Narges Mohammadi, encontrava-se em estado instável num hospital iraniano este sábado, depois de ter sido transferida da prisão para lá em consequência de uma grave deterioração da sua saúde, informou uma fundação gerida pela sua família.

O secretário do Comité Norueguês do Nobel, que atribuiu a Mohammadi o prémio de 2023, tinha manifestado na quinta-feira preocupação com o agravamento do estado de saúde da ativista iraniana dos direitos humanos, que sofreu um ataque cardíaco na prisão.

Mohammadi, na casa dos 50 anos, ganhou o prémio enquanto estava presa pela sua campanha em defesa dos direitos das mulheres e pela abolição da pena de morte no Irão.

A Fundação Narges Mohammadi afirmou num comunicado no seu site na sexta-feira que foi "transferida de urgência para um hospital em Zanjan hoje, após uma deterioração catastrófica da sua saúde, incluindo dois episódios de perda total de consciência e uma grave crise cardíaca".

Esta transferência foi uma "necessidade inevitável depois de os médicos da prisão terem determinado que a sua condição não poderia ser tratada no local", disse a fundação.

Numa atualização no sábado, a fundação informou que permanecia em estado instável, recebendo oxigénio. A fundação pediu a sua transferência para um hospital em Teerão para exames e tratamento especializado.

A Reuters não conseguiu confirmar o seu estado de saúde de forma independente.

Mohammadi foi condenada a uma nova pena de prisão de 7 anos e meio, informou a fundação em fevereiro, semanas antes de os EUA e Israel iniciarem a guerra contra o Irão. O comité do Nobel, na altura, pediu a Teerão que a libertasse imediatamente. Foi detida em dezembro após denunciar a morte do advogado Khosrow Alikordi; o procurador Hasan Hematifar disse aos jornalistas na altura que ela tinha feito comentários provocatórios na cerimónia em memória de Alikordi.

Na manhã de sexta-feira, Mohammadi desmaiou após dias de pressão arterial perigosamente elevada e náuseas graves, informou a fundação. Após múltiplos episódios de vómitos, perdeu os sentidos e foi levada para a unidade médica da prisão para receber soro intravenoso de emergência.

A ativista, que já foi submetida a três angioplastias, enfrenta uma ameaça "direta e imediata" ao seu direito à vida, disse a sua família. "Exigimos que todas as acusações sejam retiradas imediatamente e que todas as sentenças impostas pelo seu trabalho pacífico em defesa dos direitos humanos sejam anuladas incondicionalmente".

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