Júlio Isidro sobre Cândido Mota. “Estamos a perder um dos maiores de sempre”
03 mai, 2026 - 12:45 • Cristina Nascimento
Além de “um ser humano extraordinário”, Júlio Isidro lembra que Cândido Mota foi também “um ator de muito mérito” e “um homem que viveu a vida com grande intensidade”.
O apresentador de televisão Júlio Isidro lamenta o desaparecimento de Cândido Mota.
“São 58 anos de amizade e de respeito e de admiração mútuos. Conheço o Mota desde 1968, no Rádio Clube Português, e mantivemos uma relação tão próxima que desde há uns anos para cá nos falávamos duas, três, quatro ou cinco vezes por dia”, diz à Renascença Júlio Isidro, emocionado com a notícia da morte do radialista e também apresentador de televisão, este domingo.
Nesta entrevista, Isidro confidencia que Mota “vivia num certo isolamento". "Eu era, digamos, o ouvido e a voz que ele gostava de ter todos os dias”.
“Estamos a perder um dos maiores de sempre, dos maiores locutores e apresentadores e um dos profissionais de comunicação social, particularmente da rádio, de maior cultura, uma cultura extraordinária”, enaltece.
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Júlio Isidro recorda que “era um prazer o nosso diálogo, muitas vezes também escrito, porque escrevíamos sistematicamente no Facebook, respondendo um ao outro, ou até ‘provocando’ a escrita um do outro”.
Além de “um ser humano extraordinário”, Júlio Isidro lembra que Cândido Mota foi também “um ator de muito mérito” e “um homem que viveu a vida com grande intensidade”.
A amizade de quase seis décadas entre os dois comunicadores é “alicerçada nas nossas enormes diferenças”, adianta Isidro, que, não obstante as “muitas diferenças”, “havia um respeito tão grande um pelo outro, uma compreensão que, hoje em dia, não se pratica do direito à opinião e do direito à postura intelectual”.
“Neste momento estou em lágrimas”, admite Júlio Isidro.
Olhando para a carreira de Cândido Mota, Júlio Isidro destaca a sua prestação como “voz off de alguns programas do Herman, de grande sucesso, com a sua voz extraordinária”, bem como “um magnífico programa de rádio que ele fez, o Passageiro da Noite, onde durante muito tempo, durante uma hora, ouvia as expressões de verdadeira liberdade dos ouvintes”.
Isidro destaca ainda “aquele que eu considero o programa alguma vez mais bem feito em rádio, que foi o ‘Em Órbita’”.
- Noticiário das 19h
- 12 mai, 2026








