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Eurovisão. Luís Marques diz que decisão de RTP participar foi acertada

12 mai, 2026 - 09:45 • João Malheiro

O antigo administrador da RTP defende que o canal público deve ter autonomia para tomar uma decisão e que o Governo português "não se deve imiscuir numa decisão específica da administração da RTP".

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Luís Marques, antigo administrador da RTP, considera que a decisão do canal público em participar na Eurovisão deste ano, apesar de pedidos de boicote por causa da presença de Israel, foi acertada.

A nova edição do festival de canção europeu arranca esta terça-feira envolto em polémica, com vários países a boicotar o evento.

A RTP foi em sentido contrário, optando por participar no evento, apesar da polémica e dos apelos de alguns dos próprios trabalhadores. Os "Bandidos do Cante", vencedores do Festival da Canção deste ano, participam na primeira semifinal, esta terça-feira.

À Renascença, Luís Marques defende que a participação de Portugal "faz todo o sentido" e defende que no caso da Eurovisão "não se deve confundir o plano político com o plano artístico".

O antigo administrado da RTP defende que o canal público deve ter autonomia para tomar uma decisão e que o Governo português "não se deve imiscuir numa decisão específica da administração da RTP".

Entre os países que decidiram boicotar a Eurovisão está Espanha, um dos cinco principais financiadores do certame, assim como Países Baixos, República da Irlanda, Islândia, entre outros. Ausências que podem custar cerca de 600 mil dólares (mais de 509 mil euros) à Eurovisão, segundo uma reportagem do "The New York Times".

Luís Marques reconhece que este protesto tem impacto do ponto de vista financeiro e "desgasta a marca" da Eurovisão.

"Coloca um conjunto de problemas relativamente ao evento em si. Isto já aconteceu noutros eventos, nomeadamente boicotes em Jogos Olímpicos", refere.

No entanto, acredita que a polémica se dissipe e "as coisas voltem ao normal", pois defende que há o risco de se abrir um precedente de "qualquer governo, por uma razão ou outra, boicotasse eventos artísticos".

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