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Mar-Marionetas faz 20 anos e vai "mergulhar" Espinho na arte das marionetas

14 mai, 2026 - 12:30 • Redação

Mar-Marionetas arranca na sexta-feira. Entre as mais de 100 atividades programadas, o festival celebra 20 anos com bolo e muito teatro.

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“Emocionante”, “sensorial” e “marcante” é a promessa da edição de 2026 do Mar-Marionetas. Com início esta sexta-feira, o festival internacional de marionetas de Espinho tem a agenda preenchida até ao último dia de maio.

Organizado pelo Município de Espinho, o festival convida miúdos e graúdos, sem deixar de fora os mais velhos. Em declarações à Renascença, a diretora artística, Filipa Mesquita, diz que o festival já começou há algum tempo: "Já arrancou no início do mês, com as escolas. Então, o arranque do festival, o momento em que nós vamos marcar o início é sábado, dia 16, de manhã. Vamos ter um bolo de aniversário, vamos ter o espetáculo também do gato e do rato com Língua Gestual Portuguesa."

Pelas 10h00, no Centro Multimeios de Espinho, sopram-se as velas do vigésimo aniversário do festival e as surpresas continuam. Além de uma estreia absoluta, a edição que comemora 20 anos da arte do teatro das marionetas conta com espetáculos internacionais de Espanha, França, Itália e Turquia. Performances, oficinas e visitas guiadas pelas ruas de Espinho são mais algumas das atividades que vão ocupar os diferentes espaços da cidade.

Já esta sexta-feira, os bonecos ganham vida no espetáculo “A Oliveira Milenar”, uma estreia absoluta da companhia onde a história, inspirada no romance “Escavadoras”, de Marta Pais Oliveira. Vai ser encenada no Auditório de Espinho, pelas 21h30.

A ligação à literatura portuguesa não se fica apenas por este palco. Peças como “História de um Gato e de um Rato que se Tornaram Amigos”, baseada na obra de Luís Sepúlveda, ou “O Menino Eterno”, baseada num texto de José Jorge Letria, são alguns dos exemplos onde os fantoches ganham vida e contam histórias baseadas em obras literárias nacionais. Ambas as peças têm lugar no Centro Multimeios de Espinho.

No âmbito nacional, o festival sublinha a S.A. Marionetas, de Alcobaça, com os espetáculos “O Barbeiro Diabólico” e “Marquês de Pombal e os Jesuítas”. As duas peças inscrevem-se no Teatro Dom Roberto - Património Cultural Imaterial Nacional Português, razão pela qual o Mar-Marionetas considera importante preservar e fazer chegar às gerações mais novas estas histórias.

Sendo este um festival internacional, o espetáculo italiano “O Imbróglio de Pulcinella” de Gianluca Di Matteo, que remete para a italiana comédia dell’arte, o teatro de sombras turco Cemal Fatih Polat Karagoz Theater, ou a estrutura em madeira de um molusco gastrópode de oito metros de comprimento, que passeia nas ruas do concelho, do teatro-performance espanhol “O Meu Grande Caracol”, tornam-se peças “fundamentais” para “colocar em contato e em diálogo o festival com o além fronteiras”, destaca a diretora artística.

Um espetáculo para todos

A inclusão tem sido um investimento progressivo do festival. Este ano, três espetáculos vão ser acompanhados de um serviço de Língua Gestual Portuguesa. Entre eles destaca-se o espetáculo “ I-HUMAN”, do projeto ANYMAMUNDI - Teatro de Rua e Criação Plástica, com lugar no Centro Multimeios de Espinho, no dia 16 de maio, pelas 21h30, e “História de um Gato e um Rato que se Tornaram Amigos”, no mesmo dia pelas 10h00. Esta última peça vai contar com audiodescrição no último dia do festival numa sessão a acontecer pelas 14h30, no FACE/Museu Municipal de Espinho.

À Renascença, Filipa Mesquita conta que o festival tem atraído e fidelizado vários visitantes: “Ao longo destes 20 anos, as casas foram se enchendo, as pessoas foram crescendo connosco, as crianças de há 20 anos, hoje, são os adultos que trazem os seus próprios filhos pela mão."

Este ano a direção artística mostra-se motivada “nós contamos ultrapassar as dez mil pessoas”, afirma Filipa Mesquita. “Para nós, é sinónimo de uma satisfação, de uma realização, para a estrutura que faz a direção artística, para o Teatro Marionetas de Mandrágora, é assim, missão cumprida”, acrescenta a diretora artística.

Com a exceção dos espetáculos “Oliveira Milenar” e “Conta Devagar”, com um custo de entrada de cinco euros, as restantes atividades são de acesso gratuito, sendo em alguns casos mediante ordem de chegada.
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