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"Cobardia institucional". Salvador Sobral critica presença de Portugal na Eurovisão

15 mai, 2026 - 07:00 • Inês Braga Sampaio , João Malheiro , Daniela Espírito Santo

Único vencedor português do evento critica RTP e Governo pela posição face a Israel e à guerra na Faixa de Gaza. Salvador Sobral elogia trabalhadores da RTP que apelaram ao boicote.

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Salvador Sobral critica a "cobardia institucional" do Governo e da RTP por Portugal ter participado na edição deste ano da Eurovisão, apesar dos vários apelos ao boicote, devido à participação de Israel.

Numa entrevista ao Watch Party, o podcast de filmes e séries da Renascença, o único vencedor português do eurofestival diz que Portugal é "historicamente um país cobarde" no que toca a tomar posições internacionais. "Portugal não tem essa força e nunca tivemos", sentencia.

Mesmo assim, Salvador Sobral diz que ficou "positivamente surpreendido" pela carta de apelo ao boicote à Eurovisão assinada por trabalhadores da RTP, nas vésperas da participação portuguesa.

"Fiquei orgulhoso. Afinal, são funcionários públicos que nos estão a representar", partilha.

Portugal foi eliminado na primeira semifinal, depois de a atuação dos Bandidos do Cante da canção "Rosa" não ter sido uma das dez finalistas selecionadas, na terça-feira, no evento que decorre em Viena, Áustria.

Este ano, países como República da Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia não participam na Eurovisão, em boicote assumido contra a presença de Israel. Espanha (um dos países do grupo dos "Big5") também assumiu o protesto e recusou-se a disputar o certame.

Salvador Sobral reconhece que "Espanha tem um poder económico muito maior". "Pedro Sánchez tem outras razões para ser corajoso, mas a verdade é que é corajoso", realça.

"Fico feliz de ter emigrado para um país em que, ainda, os valores humanos são mais importantes do que valores extra-humanos, comos os económicos", acrescenta, sobre o facto de agora residir em Espanha.

Estas declarações de Salvador Sobral fazem parte da entrevista do "Watch Party" ao artista e à atriz Clara Riedenstein, no âmbito do novo filme "A Providência e a Guitarra" que chega os cinemas esta quinta-feira.

O episódio com a conversa completa sobre a longa-metragem de João Nicolau, e em que também é discutido se a arte e a política devem estar separadas ou não, é lançado na próxima quinta-feira, dia 21 de maio.

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  • Catarina
    16 mai, 2026 Aveiro 07:34
    O melhor que ele tem a fazer, Salvador Sobral, se Espanha é melhor que Portugal é mudar de nacionalidade. Se realmente quissesse lutar pelo seu pais teria ficado em Portugal a fazer a sua musica que apenas espanha e Portugal escutam. E se ele ganhou a eurovisao não é pela sua bonita cancão mas pela sua historia pessoal. Continue a acreditar que Pedro Sanchez é o melhor em Espanha até o dia em que ele não for présidente.

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