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Nova espécie de fungo descoberta em medronheiros portugueses

16 mai, 2026 - 23:35 • Olímpia Mairos

Estudo liderado por investigadores da Universidade do Minho e do Politécnico de Castelo Branco identificou um fungo inédito na região de Oleiros.

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A espécie de fungo Banningia arbuti. Foto: Universidade do Minho
A espécie de fungo Banningia arbuti. Foto: Universidade do Minho
Nova espécie de fungo descoberta em medronheiros portugueses. Foto: Universidade do Minho
Nova espécie de fungo descoberta em medronheiros portugueses. Foto: Universidade do Minho

Uma equipa de investigadores da Universidade do Minho e da Instituto Politécnico de Castelo Branco descobriu uma nova espécie de fungo isolada em medronheiros da região de Oleiros, no distrito de Castelo Branco.

A descoberta foi publicada na revista científica International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology e representa um contributo importante para o conhecimento da biodiversidade fúngica e das funções ecológicas desempenhadas por estes organismos nos ecossistemas.

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A nova espécie recebeu o nome de Banningia arbuti e foi identificada durante uma investigação microbiológica realizada em bagas de medronheiro (Arbutus unedo), árvore típica da bacia mediterrânica. O medronheiro é conhecido pelos seus frutos avermelhados, de sabor agridoce, ricos em compostos bioativos e frequentemente utilizados na produção de aguardente tradicional.

Até agora, o género Banningia contava apenas com uma espécie conhecida em todo o mundo. Segundo os investigadores, o novo estudo permitiu clarificar cientificamente este género através de análises morfológicas, moleculares e bioquímicas. O género pertence à família de fungos Saccotheciaceae, ainda pouco estudada pela comunidade científica.

O trabalho foi assinado pelos cientistas João Trovão, Nelson Lima, Joana Domingues, Célia Soares, Carla Santos e Cristina Pintado. A nova espécie está atualmente depositada na Micoteca da Universidade do Minho (MUM), em Braga, ficando disponível para investigação internacional e eventual exploração biotecnológica pela indústria.

Esta descoberta demonstra a importância das coleções microbiológicas na preservação da biodiversidade e o nosso papel como infraestrutura de referência internacional na identificação e no estudo de fungos”, sublinha Nelson Lima, diretor da MUM e presidente da Federação Mundial de Coleções de Culturas Microbianas.

Criada há 30 anos, a MUM preserva milhares de fungos e possui certificação internacional máxima, equipamentos tecnológicos avançados e colaborações com os setores científico, ambiental, biotecnológico e da saúde.

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