Baratas gigantes, comércio ilegal e uma apreensão recorde: o caso que surpreende a Austrália
05 jun, 2026 - 16:40 • Olímpia Mairos
Maior operação do género no país levou à apreensão de espécies consideradas uma ameaça à biodiversidade e à agricultura locais.
As autoridades australianas apreenderam mais de 100 mil baratas exóticas ilegais, avaliadas em cerca de 200 mil dólares australianos (aproximadamente 123 mil euros) , numa operação realizada junto de um criador comercial no estado de Nova Gales do Sul. Segundo a BBC, trata-se da maior apreensão de invertebrados exóticos ilegais alguma vez registada no país.
Entre os exemplares encontrados estavam as conhecidas baratas-sibilantes de Madagáscar e as baratas dubia, espécies cuja importação, posse, reprodução e comercialização são proibidas na Austrália.
As autoridades alertam que estes insetos representam um risco para a biodiversidade local, podendo contribuir para a propagação de doenças e causar danos à fauna nativa e à agricultura. Os animais apreendidos serão abatidos e eliminados pelas entidades competentes.
“Estamos a assistir à criação e comércio ilegal de baratas exóticas e estamos a alertar empresas do setor dos animais de estimação e os seus proprietários ”, afirmou um porta-voz do Departamento das Alterações Climáticas, Energia, Ambiente e Água da Austrália, citado pela BBC.
O mesmo responsável advertiu que quem for encontrado na posse destas espécies poderá enfrentar sanções ao abrigo da legislação federal australiana. “ Se for detetado a possuir, reproduzir ou comercializar baratas exóticas, como as dubia ou as baratas-sibilantes de Madagáscar, os animais serão apreendidos e poderá enfrentar penalizações legais ”, acrescentou.
As baratas dubia são frequentemente utilizadas como alimento para répteis de estimação. Por isso, as autoridades aconselharam os proprietários destes animais a recorrerem a alternativas legais, como grilos e baratas-da-madeira.
As baratas-sibilantes de Madagáscar , consideradas uma das maiores espécies do mundo, podem atingir o tamanho da palma de uma mão e são conhecidas pelo som semelhante a um assobio que produzem, suficientemente alto para ser ouvido por humanos.
Stefanie Lesser, especialista na captura de serpentes em Bathurst, afirmou à emissora australiana ABC que já observou a venda destes insetos através da internet para alimentação de répteis. “ As pessoas têm-nas porque são grandes, mais ou menos do tamanho da palma da mão ”, explicou.
Segundo a BBC, a apreensão ocorreu na cidade de Bathurst, situada cerca de 200 quilómetros a oeste de Sydney.
- Noticiário das 15h
- 22 jul, 2026






