Festival Tan Tan Tann funde arte ancestral com arte contemporânea a partir desta sexta-feira
12 jun, 2026 - 12:40 • João Malheiro com Redação
Para lá da programação habitual, a 10.ª edição do evento vai assinalar e celebrar os artistas que passaram pelo festival na última década.
O Tan Tan Tann - Festival de Artes Performativas Contemporâneas regressa entre esta sexta-feira e sábado, na Tanoaria Josafer, em Ovar.
Para lá da programação habitual, a 10.ª edição do evento vai assinalar e celebrar os artistas que passaram pelo festival na última década, muito deles ainda numa altura em que procuravam dar um passo em frente nas suas carreiras.
À Renascença, Pedro Saraiva, diretor artístico do Tan Tan Tann, explica que o objetivo do festival é fundir "a arte ancestral e a arte contemporânea".
O responsável pelo evento diz que o termo "arte contemporâneo" pode ser visto como um palavrão, mas quer simplificar: "Arte pode ser tudo ou nada. É tudo o que nos faz pensar, mudar e refletir. Arte é também comer, vestir, lazer. O contemporâneo é só porque é mais atual".
"Podemos renovar as tradições e colocá-las num novo plano que continua na memória dos mais antigos, mas também passa para os mais novos. É a arte total, que dá para todos. É isto que chamo à arte contemporânea. Não passa mais para mim do que estar na atualidade", explica.
Angélica Salvi é o nome em maior destaque no Tan Tan Tann deste ano, com uma atuação agendada para as 21h30, de sábado. Na noite anterior, à mesma hora, a companhia Alma D’Arame apresenta a obra "Memorabília", que inclui manipulação de objetos do nosso quotidiano.
Também na sexta-feira haverá tempo para a artista Puçanga, que explora temas feministas, identidade e ecologia através de uma música eletrónica experimental muito própria.
"A músida da Puçanga toca nesta ferida que parece que quer ficar escondida, mas aqui será bem visível", refere Pedro Saraiva.
No sábado, depois de Angélica Salvi, será a vez de Javier Aranda que também fará uma manipulação de objetos e marionetas.
Transversal aos dois dias será a música de Rui Gomes, pianista que vive em Paris, onde dá aulas e toca em vários espaços da capital francesa. A músiva vai pintar a atividade "Macaca Ramboia", que evocará a atividade diária dos tanoeiros, em que assavam carne e bebiam vinho ao final de um dia árduo de trabalho.
"É um momento importante, de contacto. O princípio de um festival é a festa e nós fazemos questão que ela exista. Este é um momento muito importante para a festa", conta o diretor artístico do Tan Tan Tann.
O acesso é gratuito, mediante reserva através do email: "producaodogigante@gmail.com". O cartaz pode ser consultado no site oficial.
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