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Idosa com Alzheimer recupera a fala após consumir cogumelos com psilocibina

12 jun, 2026 - 20:33 • Redação

Mulher na casa dos 80 anos com Alzheimer avançado apresentou melhorias cognitivas e funcionais após consumir cogumelos com psilocibina. Relato clínico descreve o regresso temporário de capacidades perdidas há vários anos.

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Uma mulher nipo-americana na casa dos 80 anos, com doença de Alzheimer em fase avançada, recuperou temporariamente algumas capacidades cognitivas e funcionais depois de ingerir cogumelos contendo psilocibina, de acordo com um relato clínico que está a despertar interesse na comunidade científica.

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A mulher vivia com a doença há cerca de uma década e o seu estado tinha-se agravado progressivamente. Nos cinco anos anteriores, comunicava quase exclusivamente através de palavras isoladas, dependia de terceiros para a maioria das tarefas diárias, tinha dificuldades em caminhar e vestir-se e sofria de incontinência urinária crónica.

Durante uma sessão supervisionada, ingeriu cinco gramas de cogumelos com psilocibina. Segundo os autores do relatório, apresentou transpiração intensa e permaneceu durante várias horas num estado semelhante ao sono.

Cerca de 19 horas depois, começou a falar espontaneamente e a recordar episódios da sua vida. Nos dias que se seguiram, familiares e cuidadores relataram mudanças que consideraram significativas.

A mulher passou a reconhecer familiares, mostrou-se mais alerta, voltou a caminhar com maior autonomia, conseguiu vestir-se sozinha e recuperou o controlo da bexiga. As melhorias mantiveram-se ao longo das semanas seguintes.

Um mês mais tarde, participou numa segunda sessão supervisionada, desta vez com três gramas de cogumelos. Após essa experiência, os cuidadores observaram novamente uma maior facilidade de comunicação e uma melhoria da mobilidade.

Apesar dos resultados descritos, os autores sublinham que o caso não demonstra que a psilocibina reverta a doença de Alzheimer.

O relato refere-se a uma única doente e baseia-se sobretudo nas observações de familiares e cuidadores, sem comparação com outros doentes ou avaliação clínica controlada.

O caso levanta novas questões sobre o funcionamento do cérebro em fases avançadas da doença. Os investigadores admitem a possibilidade de algumas capacidades permanecerem preservadas, ainda que temporariamente inacessíveis, mas consideram que só estudos controlados poderão esclarecer se a psilocibina teve efetivamente um papel nas melhorias observadas.

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