Literatura
Feira do Livro de Lisboa recebeu cerca de 850 mil visitantes
14 jun, 2026 - 23:05 • Maria João Costa
Responsável que confessa-se de “coração cheio” na hora de fecho diz que passaram pelo evento visitantes dos “oito meses aos 80 anos”. Após 19 dias de vendas e iniciativas, a Feira do Livro de Lisboa chegou este domingo ao fim.
É hora de fechar os pavilhões, levar para casa o que não se vendeu em 19 dias de Feira do Livro de Lisboa. No último dia o balanço é positivo na leitura da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).
Em entrevista à Renascença, o presidente da APEL, Miguel Pauseiro confirma que pelo Parque Eduardo VII, nesta 96.ª edição, passaram “entre 800 mil e 850 mil visitantes”.
O responsável que confessa-se de “coração cheio” na hora de fecho diz que passaram pelo evento visitantes dos “oito meses aos 80 anos”.
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“Claro que há dias melhores como os feriados ou os fins de semana. O arranque foi assim um bocadinho a medo, mas também é verdade que estava muito calor e, portanto, isso afastou alguns visitantes, mas recuperámos”, aponta Pauseiro
Para o presidente da APEL, a estimativa de visitantes que dispõe “entra no intervalo” do ano passado e está “muito próximo da média dos últimos cinco anos”.
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Miguel Pauseiro acrescenta também que de acordo com testemunhos que recolheu juntos dos editores, as vendas subiram. “Muitos dizem que estão a crescer em dois dígitos, outros a crescer algo, o que é sempre bom”, indica.
O responsável da APEL explica que “a maior parte da compra situa-se em literatura”, à semelhança do que já aconteceu em anos anteriores. Mas há um fator sublinhado por Miguel Pauseiro.
“Acima de tudo, há um crescimento nas vendas da área da ficção infantojuvenil, o que nos dá uma perspetiva muito positiva de futuro. Se conseguirmos que os jovens e as crianças leiam, seguramente que mais tarde e ao longo da sua vida, vão transportar esse hábito para o futuro”.
Pauseiro destaca que na sua opinião, “é verdade que vemos cada vez mais nas festas de aniversário de crianças a oferta de mais livros”.
Contudo, na Feira do Livro de Lisboa indica o responsável aquilo que mais de vê é “a compra maioritariamente para leitura própria”.
“O livro aumenta o conhecimento. O livro desenvolve a criatividade. O livro aguça o espírito crítico. É bom para as capacidades cognitivas, para a vertente emocional e estreita laços sociais. O que é que chamamos à espera?”, desafia Pauseiro.
Reconhecendo que deve haver um “equilibro” entre a compra de livros e “aquilo que está à disposição”, Miguel Pauseiro aponta a importância do papel das bibliotecas públicas e escolares e a necessidade de se reforçar os seus acervos.
Questionado sobre a próxima edição, o responsável da APEL lembra que este ano já juntaram à feira outras artes como a música e o cinema, mas que no futuro querem “trabalhar o cruzamento com as artes performativas”.
- Noticiário das 0h
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