A injeção de 2,5 mil milhões de euros do pacote de apoio desenhado pelo Governo deve compensar perdas com uma “maior atividade económica” até final do ano, não obrigando a uma revisão em baixo do crescimento do PIB, defende o diretor da Faculdade de Economia do Porto.
Mais disciplina orçamental, mais investimento público com dimensão e mais transferências da União Europeia podem acelerar o crescimento da economia, garantem os autores do estudo “Dívida Externa de Portugal”.
Amortizações antecipadas realizadas em dezembro totalizam 4,5 mil milhões de euros, o equivalente a 1,4% do PIB, beneficiando de um contexto de elevada liquidez da tesouraria do Estado.
A OCDE nota que “a elevada incerteza geopolítica e política também continuará a pesar sobre a procura interna em muitas economias”, prevendo-se que as economias emergentes da Ásia continuem a ser as “responsáveis pela maior parte do crescimento global”.
As eleições legislativas foram apenas há cinco meses, mas foi tempo suficiente para o Governo piorar as suas perspetivas sobre redução da dívida pública e crescimento do PIB, em relação ao programa eleitoral da AD. Em contracorrente, Governo prevê taxa de desemprego mais baixa dos últimos 20 anos.