A terceira força mais votada hoje foi o Vox, de extrema-direita, com 17% dos votos e 11 deputados, nos dois casos mais do dobro da votação que teve em 2023 (8,13%) e dos eleitos há dois anos (cinco).
As eleições coincidiram com um momento de crise e fragilidade do PSOE e de Pedro Sánchez, com dirigentes do partido envolvidos em suspeitas de corrupção e outros casos judiciais, assim com acusações de assédio sexual.
Membro próximo de Sánchez demitiu-se por suspeitas de assédio sexual e dois altos representantes estão envolvidos em escândalo de subornos em troca de contratos de obras públicas e serviços de prostituição. Primeiro-ministro espanhol recusa demitir-se, afirmando que "o capitão fica para enfrentar a tempestade".
Santos Cerdán, o número três do partido de Pedro Sánchez, é acusado de participar num esquema de distribuição de subornos em obras públicas. É a primeira vez que o Supremo decide a privação de liberdade para um dos investigados neste caso.
O juiz Leopoldo Puente, que está a investigar as alegações contra Cerdan e o ex-ministro dos Transportes, José Luis Abalos, ordenou que o partido permitisse aos agentes entrar nas instalações. A Guarda Civil e autoridades governamentais afirmaram que a medida não equivale a buscas.
Dirigentes socialistas pedem ao primeiro-ministro espanhol que convoque eleições antecipadas, para evitar um cenário de tripla derrota nas eleições regionais e municipais em 2027.
Ex-líder da Catalunha quer marcar presença na investidura do novo presidente do Parlamento catalão. Apesar da lei da amnistia, ordem de detenção emitida pelo Supremo espanhol continua em vigor.
Presidente da Argentina foi a grande estrela do encontro de líderes de extrema-direita em Madrid, organizado pelo Vox. Investigação a Begoña Gómez por corrupção foi arquivada pelo Ministério Público espanhol no mês passado.