André Julião sublinha que, "em toda a história do Tribunal Internacional de Justiça, apenas um caso de genocídio foi considerado sob a Convenção, concretamente em relação ao massacre de Srebrenica, em 1995, durante a Guerra da Bósnia".
Escalada do número de ataques fazem o povo muçulmano rohingya reviver as "atrocidades de agosto de 2017". No Bangladesh, os campos de refugiados estão cheios e sem condições de sobrevivência.
Com as transferências deste sábado e sexta-feira, que duplicaram o número de refugiados na ilha para quase 7.000, as autoridades deram por concluída a terceira fase do plano de realojamento.
Pela primeira vez, dois soldados do Myanmar quebraram o silêncio e confessaram crimes cometidos contra a minoria étnica muçulmana a mando das chefias, no que a ONU classifica de "genocídio" do povo Rohingya.
Quase um milhão de membros dessa minoria perseguida em Myanmar (antiga Birmânia) vive em extrema pobreza em gigantescos campos de refugiados sobrelotados.