As partes em conflito têm vindo há meses a atingir alvos semelhantes que provocam, de ambos os lados, interrupções no abastecimento de eletricidade ou gás às populações, algo agravado pelas temperaturas negativas que se fazem sentir na região.
Segundo Zelensky, a administração Trump "fará de tudo para acabar com a guerra" na Ucrânia até ao início do verão. As negociações entre Kiev, Moscovo e Washington vão ser retomadas na próxima semana.
Vladimir Alekseyev é o vice dos serviços secretos russos e o braço direito de Igor Kostyukov, o general que tem liderado o lado russo nas negociações de paz com a Ucrânia. Em 2017, Putin atribui-lhe a distinção de "Herói da Federação Russa". Lavrov acusa Zelensky de "procurar descarrilar o processo de paz".
Nas conversas trilaterais, as delegações dos EUA, da Ucrânia e da Rússia concordaram com a troca de 314 prisoneiros de guerra na fronteira ucraniana. Desde outubro de 2025 que a Rússia e a Ucrânia não trocavam prisioneiros. O mediador norte-americano Witkoff elogiou o papel de Trump nestas negociações.
Moscovo negou os ataques, tendo o Ministério de Defesa garantido que, apesar de o prazo da trégua acordada ter terminado no domingo, os militares continuam a poupar as infraestruturas energéticas.
Uma avaria técnica nas ligações elétricas entre a Ucrânia, Roménia e Moldova está a provocar cortes de energia em várias regiões ucranianas. Kiev enfrenta interrupções no fornecimento de eletricidade, água e aquecimento, em plena vaga de frio.
Zelensky diz que não há tréguas formais entre os dois países e que a estratégia russa passa por atacar logística ucraniana. Primeiro-ministro ucraniano garante que o país "estará pronto" para ser Estado-membro da UE em 2027.