O advogado do sucateiro Manuel Godinho, considera que a sua defesa da acusação de tráfico de influência ficou posta em causa sem acesso às escutas.
O último dia do julgamento do Face Oculta antes do início das alegações finais, ficou marcado pela insistência de Paulo Penedos em ver declaradas nulas as escutas feitas durante a investigação.
Já que não pode conhecer as conversas que envolvem o antigo primeiro-ministro José Sócrates, o advogado quer ver riscadas da prova, pelo menos, as suas próprias intercepções.
Um novo requerimento feito esta sexta-feira pede que não sejam valoradas, pelo menos, as escutas feitas a Paulo Penedos.
As intercepções de conversas e dados envolvendo o ex-primeiro-ministro José Sócrates, feitas no âmbito da investigação de corrupção e outros crimes, foram destruídas por ordem do presidente do Supremo Tribunal de Justiça.
Paulo Penedos, ex-assessor jurídico da PT e advogado do sucateiro Manuel Godinho, considera que a sua defesa da acusação de tráfico de influência ficou posta em causa sem acesso às escutas.
Paulo Penedos voltou a prestar declarações no tribunal, para garantir que nunca usou a proximidade ao pai, José Penedos, ex-presidente da REN, também arguido, para conseguir contratos para Manuel Godinho.