02 abr, 2020 - 13:19
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Portugal vai duplicar a capacidade de ventilação, através da aquisição de novos ventiladores e também das doações de instituições e privados, anunciou esta quinta-feira o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales.
"Duplicaremos a capacidade de ventilação. Foram oferecidos 400 ventiladores invasivos de diversas entidades, muitos dos quais já chegaram aos hospitais. Recebemos 140 ventiladores não-invasivos a título de empréstimo, muitos também já entregues. A administração central do sistema de saúde também adquiriu 900 ventiladores, 144 chegarão já este fim-de-semana ao país", disse o governante, em conferência de imprensa.
Os restantes equipamentos de proteção necessários para evitar o contágio da Covid-19 estão também a ser reforçados, segundo garantiu e esclareceu o secretário de Estado.
"Na sexta-feira chegarão 80 mil zaragatoas, e foram encomendadas mais 400 mil. Vão chegando de forma faseada, também 400 mil máscaras FFP2, três milhões de máscaras cirúrgicas e 400 mil testes. Todos os dias os serviços do Ministério de Saúde trabalham para que sejam repostos kits e EPI's e para reforçar a capacidade de ventilação", explica.
Lacerda Sales agradece aos diversos setores da indústria que têm reconvertido a sua atividade para a produção de equipamentos necessários às entidades de saúde.
"Tem sido promovido e incentivado a reconversão e aproveito para agradecer às muitas indústrias que já se reconverteram e até alteraram o seu 'core' para estar disponíveis para produzirem novos materiais. Estamos a certificar a sua qualidade e a adquirir", agradece.
João Gouveia, presidente da sociedade portuguesa de cuidados intensivos, garante que a esmagadora maioria dos equipamentos adquiridos são eficazes e seguros na proteção contra o contágio.
"Todo o material comprado tem de ter um certificado de qualidade. Sei algumas queixas pontuais de algumas máscaras que não cumprem a qualidade, mas a maior parte sim. Quando há material, ele cumpre as necessidades pedidas", explica.
O especialista enaletece a compra de materiais e o esforço para reforçar a medicina intensiva, onde são precisos os ventiladores: "Os doentes mais graves precisam de medicina intensiva. Houve um crescer da capacidade instalada, fruto do trabalho de todos e é preciso material, que se está a conseguir de diversas maneiras".