03 abr, 2025 - 18:15
José Gomes Mendes, candidato à presidência da Liga Portugal, considera “uma má notícia para o futebol português” a não eleição de Pedro Proença para o comité executivo da UEFA.
No entanto, Mendes olha já para a frente e fala em “arregaçar as mangas, recuperar a credibilidade e voltar às instâncias internacionais de decisão onde se joga muito do que acontece cá dentro”.
O candidato deixa palavras de incentivo para o novo presidente da FPF: “Eu conheço bem o doutor Pedro Proença, sei o quanto trabalha, a entrega que tem, por isso não tenho grandes dúvidas de que vamos voltar a ter voz na UEFA e que isso vai acontecer mais cedo do que se pensa. Temos valor e temos competência, disso ninguém duvida”.
“O que nos falta mesmo é puxarmos todos para o mesmo lado. Só com a união entre todos os agentes do futebol é que conseguimos cumprir esta missão. E eu cá estarei, como espero, na posição de presidente da Liga para participar nesse esforço que se quer coletivo”.
Reforça José Gomes Mendes: “No fim do dia, o que está em jogo é maior do que qualquer individualidade. É o futebol português, é o país e isso tem de vir sempre em primeiro lugar”.
Proença foi o menos votado dos 11 candidatos para o Comité Executivo, numa eleição que decorreu durante o Congresso da UEFA em Belgrado, na Sérvia, com representantes das 55 federações-membro. Entravam sete nomes.
Este resultado, que deixa Portugal sem um lugar num mais importantes dos órgãos decisores da UEFA, surge após a "guerra" entre Proença e o seu antecessor na presidência da FPF, Fernando Gomes.
O novo presidente da FPF enviou uma carta às federações alegando que teria o apoio do seu antecessor, Fernando Gomes, que tinha um lugar no Comité. No entanto, o atual presidente do Comité Olímpico de Portugal enviou também uma carta negando o seu apoio, explicando que Proença está no caminho "da destruição" do seu legado.