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Operação "Mais-Valia"

PJ faz buscas na FPF por suspeitas de corrupção. Constituídos dois arguidos

25 mar, 2025 - 16:16 • Inês Braga Sampaio , Liliana Monteiro com Lusa

Em causa a venda da antiga sede da Federação Portuguesa de Futebol, em Lisboa. PJ adianta ter identificado "um conjunto de situações passíveis de integrarem condutas ilícitas".

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Foram constituídos dois arguidos nas sequências de buscas na Federação Portuguesa de Futebol (FPF), esta terça-feira, devido a suspeitas dos crimes de recebimento indevido de vantagem, corrupção, participação económica em negócio e fraude fiscal qualificada.

A investigação "tem a ver com a venda da antiga sede" da FPF, revelou o diretor nacional da PJ, Luís Neves, em declarações aos jornalistas, à porta da sede da força policial em Lisboa, esta terça-feira.

Fonte judicial adianta à Renascença que foram constituídos dois arguidos: um ex-secretário-geral da FPF e um empresário.

A CNN Portugal diz que "os principais alvos" da investigação são o antigo secretário-geral da FPF, Paulo Lourenço, e o mediador que representava os compradores, António Gameiro.

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Em comunicado, a PJ dá nome ao processo - Operação "Mais-Valia" - e revela que, "no decurso da investigação, foram identificadas um conjunto de situações passíveis de integrarem condutas ilícitas relacionadas, sobretudo, com a intermediação da venda da antiga sede" da FPF.

O imóvel, localizado na Rua Alexandre Herculano, em Lisboa, foi vendido por 11,25 milhões de euros, de acordo com a PJ. Em outubro de 2018, a FPF deu conta da venda da sua antiga sede por 3,9 milhões de euros. Isto representa um desfasamento de cerca de 7,35 milhões de euros entre os dois valores.

"A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, desencadeou uma operação policial para dar cumprimento a 20 mandados de busca e apreensão em domicílios, instituição bancária, estabelecimentos e sociedades de advogados, nos distritos de Lisboa, Setúbal e Santarém", lê-se.

Investigação sediada no DIAP de Lisboa

De acordo com o despacho a que a agência Lusa teve acesso, o Ministério Público deu autorização para a apreensão de computadores, telemóveis e outros suportes informáticos relevantes.

O inquérito está sediado no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa. As diligências desta terça-feira foram executadas por 65 inspetores e 15 especialistas de Polícia Científica da PJ e contou com a participação de cinco juízes de instrução criminal, seis magistrados do Ministério Público e quatro representantes da Ordem dos Advogados, informa ainda a polícia.

"A investigação prosseguirá com a análise à prova agora recolhida e com os competentes exames e perícias, visando o cabal apuramento da verdade e a sua célere conclusão", pode ler-se.

Segundo a SIC Notícias, a investigação começou em 2021.

[em atualização]

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