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Duarte Gomes associa Proença fora da UEFA a Mundial de Clubes sem árbitros portugueses

15 abr, 2025 - 12:45 • Rui Viegas , Inês Braga Sampaio (texto)

Não há portugueses entre os 117 nomeados para o torneio, que se realizará nos Estados Unidos, em julho. Antigo árbitro internacional considera que "deve servir de reflexão".

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O ex-árbitro internacional Duarte Gomes considera que a ausência de Pedro Proença, que falhou a eleição para o Comité Executivo da UEFA, das altas esferas do futebol pode ser uma explicação para o facto de Portugal não ter qualquer árbitro nomeado para o Mundial de Clubes.

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A FIFA publicou, na segunda-feira, a lista de árbitros eleitos para a primeira edição do Mundial de Clubes. Não há nenhum português entre os 117 nomes, provenientes de 41 países. Em declarações a Bola Branca, Duarte Gomes, que foi colega de arbitragem e é amigo do atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), admite que a não eleição de Proença para o Comité Executivo da UEFA terá prejudicado.

"Se um país está representado por alguém nalgum círculo com peso importante nas escolhas, obviamente que, até de forma inconsciente, pelo trato pessoal, há depois tendência para que os seus pares possam apoiar indicações e situações que beneficiem o seu colega", salienta.

Tema para reflexão da arbitragem

O ex-árbitro considera que o facto de Portugal não ter "uma representação efetiva" em grandes competições internacionais, nomeadamente organizadas pela FIFA, "há algum tempo", impõe reflexão.

"Deve servir de reflexão e deve dar-nos algum pensamento crítico, no sentido de percebermos onde é que, naquilo que nos diz respeito, estamos a falhar, o que é que não estamos a fazer bem, o que é que podemos melhorar para ambicionar termos árbitros ao mais alto nível. Não é uma boa notícia", lamenta o antigo internacional à Renascença.

Gomes considera que esta é uma "derrota" da arbitragem portuguesa.

E explica: "Numa organização da FIFA, existem quotas continentais em relação ao limite de árbitros nomeados por continente. Por exemplo, no caso europeu, foram apenas 11. A nossa derrota, neste caso, que existe, é não estarmos representados nesses 11. A meritocracia é importante, mas não só. há aqui um conjunto de influências que muitas vezes são importantes neste tipo de indicações mais políticas."

A "pressão" habitual da reta final

Portugal fica sem árbitros nos Estados Unidos, no Mundial de Clubes de julho, quando internamente atravessa mais um momento polémico.

O Benfica queixa-se de "tratamentos diferentes com influência na classificação", enquanto o comentador afeto ao Sporting André Pinotes Batista fala de "choradeira" e "condicionamento" das águias.

Nestas declarações a Bola Branca, Duarte Gomes reconhece que "é verdade que as arbitragens nalguns casos não têm sido tão felizes quanto gostaríamos". Contudo, desvaloriza a controvérsia como apenas mais um episódio das habituais desavenças sintomáticas do aproximar do fim do campeonato em Portugal. Época a época, os hábitos são os mesmos.

"Todos os campeonatos passam, em momentos decisivos, e quando as coisas não estão absolutamente claras em termos classificativos, por este tipo de crispação e de pressão", sublinha Duarte Gomes.

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