25 nov, 2024 - 13:10 • Pedro Castro Alves
José Fernando Rio defende que é “preciso ter calma”, apesar do momento conturbado do FC Porto.
Em declarações a Bola Branca, o antigo dirigente dos dragões reage “com tristeza” à eliminação dos portistas da Taça de Portugal, mas pede compreensão aos adeptos, que já demonstraram o desagrado na chegada da equipa ao Estádio do Dragão.
“Os adeptos querem é ganhar e, quando o FC Porto engatar duas ou três vitórias consecutivas, esta contestação pára. Têm de compreender que estamos numa altura de mudança. A fragilidade do clube, neste momento, é grande. Para quem está no clube, é tudo novo. O presidente é novo, o treinador é novo, a equipa, em grande parte, também é nova. É preciso ter calma”, diz o antigo candidato, que apoiou Pinto da Costa nas últimas eleições.
Apesar do mau momento, com três derrotas consecutivas, Rio recusa juntar-se aos que pedem a demissão do treinador, Vítor Bruno, apesar de reconhecer que a “contestação é grande”, algo que vai exigir “paciência” e “coragem” ao técnico.
“Ao fim de dois ou três meses, estar a atirar o treinador fora parece-me um bocado precipitado, embora eu já ouça muitas vozes a defender essa opção, mesmo de pessoas que estão com esta direção. Espero que o Vítor Bruno tenha a capacidade de levantar a equipa, que até pode não ser a melhor do mundo, mas é uma equipa capaz de jogar mais do que aquilo que tem jogado”, sublinha, em entrevista à Renascença.
José Fernando Rio defende mas não deixa de criticar a direção. Para o antigo dirigente, André Villas-Boas não tem protegido o treinador neste momento delicado da temporada.
“A direção tem de proteger o treinador. Não está a fazer bem esse papel. Se calhar também devia falar aos sócios para que as coisas possam serenar um bocadinho mais”, afirma.
Rio acredita que a temporada do FC Porto ainda não está perdida. Apesar da eliminação da Taça de Portugal frente ao Moreirense, o antigo dirigente aponta ao campeonato, no qual os dragões ocupam o segundo lugar, a seis pontos do Sporting, como o objetivo principal.
“Tem de melhorar rapidamente sob pena de comprometer a época, mas neste momento não está comprometida. O FC Porto quer ser campeão nacional e esse objetivo não está comprometido. Há todo um caminho ainda a fazer e é preciso recuperar esta equipa psicologicamente, porque parece-me abalada. Aquela reação no final do jogo, com jogadores a chorar, mostram que há um déficit de confiança. É preciso puxar pela ambição da equipa”, conclui.
O FC Porto, detentor do título da Taça de Portugal, foi eliminado na 4.ª eliminatória da prova ao perder, por 2-1, na visita ao Moreirense.
Os dragões ocupam o segundo lugar do campeonato e a 22.ª posição na Liga Europa (ainda em posição de apuramento para o play-off) e vão defrontar o Sporting nas meias-finais da Taça da Liga.