03 abr, 2025 - 09:49 • João Cunha
Face às tarifas impostas pelos Estados Unidos da América (EUA), o presidente da ViniPortugal acredita numa redução das exportações e do aumento do preço do vinho, com uma possível redução do consumo.
"Qualquer tipo de barreira comercial é naturalmente prejudicial para o negócio. Isto vai levar a uma redução das nossas exportações e necessariamente, irá levar a um aumento do preço médio dos vinhos ao consumidor, o que também pode reduzir o consumo", lamenta Frederico Falcão, à Renascença.
O presidente da instituição - que agrega estruturas associativas e organizações de profissionais ligadas ao comércio, à produção, às cooperativas, aos destiladores, aos agricultores e às denominações de origem - lembra que no ano passado os Estados Unidos foram o segundo maior mercado de exportações de vinho nacional: um total de 102 milhões de euros, o que representa 10,5 por cento das exportações de vinho português.
O presidente da ViniPortugal alerta ainda para que a União Europeia deixe de fora o sector agroalimentar das retaliações a aplicar aos Estados Unidos, porque garante que "o sector dos vinhos impacta muito a nível regional. Há muitos concelhos cuja principal atividade é o vinho e medidas destas vão com certeza afetar muito as economias regionais e locais".
Por esta razão, deixa um pedido. "Que a União Europeia não retalie com o sector agroalimentar, porque precisamos de ajuda e não de medidas que nos prejudiquem as exportações, que são essenciais para a vitalidade do nosso negócio".