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Pandemia de Covid-19

Governo espanhol alerta que mais de 250 casos por 100 mil habitantes pode levar a descontrolo

30 set, 2020 - 18:52 • Lusa

Ministério da Saúde diz que essa incidência acumulada de casos é um indicador de alto risco de "transmissão descontrolada" da Covid-19 no território afetado, mas não especifica se se refere a municípios ou comunidades autónomas.

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O Ministério da Saúde espanhol alerta, numa proposta apresentada às comunidades autónomas para conter a pandemia, que existe alto risco de transmissão descontrolada de Covid-19 nos territórios que registam taxas de incidência acima de 250 casos por 100 mil habitantes.

Na minuta do documento, o Ministério liderado por Salvador Illa adianta, segundo a agência de notícias espanhola Efe, que essa incidência acumulada de casos é um indicador de alto risco de transmissão descontrolada no território afetado, mas não especifica se se refere a municípios ou comunidades autónomas.

Se o Ministério se estiver a referir às comunidades, há atualmente nove com esta taxa de incidência do coronavírus, além da cidade autónoma de Melilla.

De acordo com dados disponibilizados na terça-feira pelo Centro de Alertas de Saúde e Emergências, a região de Madrid lidera a lista com 784,71 casos por cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

Seguem-se Navarra com 685,71 casos por cada 100 mil habitantes, La Rioja (463,70), Castela-Mancha (427,48), Castela-Leão (398,49), Murcia (385,37), Aragão (370,50), a Extremadura (282,29) e o País Vasco (269,68).

A média nacional, segundo as estatísticas, também ultrapassa uma incidência cumulativa de 250 casos, chegando aos 294,04 casos por 100 mil habitantes a 14 dias.

Perante esta situação, o Ministério da Saúde aconselha que se invista na capacidade de deteção, controlo da transmissão e reforço da assistência para evitar um grande impacto na população e, em particular, nos grupos mais vulneráveis.

O Ministério avisa ainda que se a taxa de incidência for superior a 500 casos por 100 mil habitantes, “a situação pode ser classificada como extrema” e “de enorme gravidade na propagação da doença”.

A partir deste limiar, é fundamental que as autoridades adotem “com urgência” medidas de choque para tentar controlar a “situação extrema” no menor tempo possível.

No documento, o Ministério da Saúde reconhece o esforço feito pelas comunidades, mas lembra que, desde o início de agosto, começou a ser detetado um aumento da incidência da doença “em todas as comunidades autónomas, que incluía uma componente de transmissão comunitária”.

Além disso, nas últimas semanas, tem-se observado uma situação de transmissão comunitária em vários territórios e um aumento significativo nas taxas de internamento nos cuidados intensivos.

Por isso, além das medidas de prevenção e proteção individuais e coletivas já estabelecidas, o ministro Salvador Illa considera necessário estabelecer medidas mais rigorosas para facilitar o controlo da epidemia nos territórios mais afetados.

O ministro da Saúde de Espanha e os responsáveis sanitários das comunidades autónomas estudam esta tarde novas restrições que seja necessário adotar para travar a epidemia.

As autoridades sanitárias de Espanha notificaram, até terça-feira, um total de 758.172 pessoas infetadas desde o início da pandemia, com uma forte aceleração nas ultimas semanas, e as mortes por Covid-19 já somam 31.614 pessoas.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de um milhão de mortos e mais de 33,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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