02 jan, 2025 - 16:50 • Ana Kotowicz
O autor do ataque em Nova Orleães era membro do auto-proclamado Estado Islâmico. O anúncio foi feito esta quinta-feira, em conferência de imprensa, por Christopher Raia, dirigente da divisão antiterrorismo do FBI, depois de analisados vários vídeos publicados por Shamsud Din Jabbar, de 42 anos.
Jabbar, antigo militar norte-americano, é o alegado autor do ataque de 1 de janeiro no qual 14 pessoas, além dele próprio, perderam a vida.
Segundo Raia, a investigação aponta para que Jabbar seja o único envolvido no atentado — o FBI não tem, por enquanto, mais suspeitos, apenas "pessoas de interesse" que deverão ser ouvidas pelas autoridades. Também não foram encontradas, até agora, ligações entre este atentado e o de Las Vegas, onde um Tesla explodiu em frente a um hotel de Donald Trump.
Já se sabia que uma bandeira do Daesh tinha sido encontrada na carrinha utilizada para o ataque — um atropelamento intencional —, mas agora foram revelados novos pormenores: Jabbar juntou-se ao auto proclamado Estado Islâmico "antes do verão" de 2024. Ou seja, o antigo militar não se terá apenas inspirado no Daesh, seria mesmo membro do grupo terrorista.
Na mesma carrinha, as autoridades encontraram uma arma com silenciador e material com potencial explosivo, além de terem descoberto explosivos noutras duas zonas do chamado quarteirão francês de Nova Orleães.
E as imagens de videovigilância não deixam dúvidas: foi Shamsud-Din Jabbar quem colocou esses explosivos dentro de arcas refrigeradoras, explicou Raia na conferência de imprensa.
O Presidente dos Estados Unidos já tinha anunciado, na véspera, que Jabbar tinha feito diversas publicações nas redes sociais, poucas horas antes do ataque, onde exprimia um “desejo de matar”.
Agora, o FBI especificou que foram publicados cinco vídeos diferentes, entre as 1h29 e as 3h02 da manhã. No primeiro, Jabbar explica que começou por planear um ataque contra a sua família e amigos, mas estava preocupado que as notícias não se focassem na "guerra entre os crentes e os não-crentes".
Num outro, proclama a sua lealdade ao Daesh.