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"Tem que haver primeiro uma trégua" na guerra da Ucrânia antes que se chegue à paz

26 fev, 2025 - 13:13 • André Rodrigues , João Malheiro

Trump apontava para o fim do conflito entre Ucrânia e Rússia, porém o coordenador do Observatório de Risco Geopolítico da Porto Business School questiona a terminologia otimista do chefe de Estado norte-americano.

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O coordenador do Observatório de Risco Geopolítico da Porto Business School considera que "tem que haver primeiro uma trégua" antes de haver possibilidade de um acordo para acabar com a guerra na Ucrânia.

À Renascença, Jorge Rodrigues sente que alcançar a paz em poucas semanas será um cenário improvável, ao contrário do que tem dito o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump.

Depois de conhecido o acordo entre Washington e Kiev, para a exploração das terras raras ucranianas, Trump apontava para o fim do conflito entre Ucrânia e Rússia, porém o especialista questiona a terminologia otimista do chefe de Estado norte-americano.

"Parece algo apenas para apresentar internamente por Trump, mas, na verdade, é apenas uma exploração conjunta entre empresas ucranianas e norte-americanas", explica.

Jorge Rodrigues reconhece que, mesmo assim, pode ser "um primeiro passo", contudo "não se concretiza nada em relação à segurança futura da Ucrânia".

As terras raras em questão são um conjunto de 17 elementos químicos maleáveis, magnetizáveis, bons condutores de calor e de eletricidade.

Daí o interesse de várias indústrias nestes minerais. Desde logo, dispositivos eletrónicos, como como telemóveis, computadores ou baterias recarregáveis; indústria automóvel de última geração, que usa as terras raras nos motores para veículos híbridos e elétricos.

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