11 mar, 2025 - 18:08 • Ricardo Vieira, com Reuters
Arrancou esta terça-feira, em Buenos Aires, o julgamento sobre alegada negligência médica na morte do astro argentino Diego Armando Maradona, um dos maiores da história do futebol.
Sete elementos da equipa médica que acompanhava “El Pibe” estão sentados no banco dos réus. São acusados de não ter feito tudo o que deviam para evitar a morte do futebolista, num caso que deixou o país em estado de choque.
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Um oitavo membro vai começar a ser julgado em julho, num processo independente.
O Ministério Público considera que a equipa clínica que acompanhava Maradona violou os protocolos médicos. A casa onde o craque se encontrava a recuperar de uma cirurgia foi descrita como um "teatro de horror", onde ninguém fez o que era necessário.
A defesa do neurocirurgião Leopoldo Luque respondeu que a recuperação em casa após a cirurgia foi acordada entre os médicos e a família de Maradona.
Não houve qualquer irregularidade porque Maradona morreu de um problema cardíaco "imprevisível", acrescentou a advogada Mara Digiuni.
Os sete arguidos neste caso arriscam uma pena entre os oito e os 25 anos de prisão.
Nas imediações do tribunal de San Isidro, em Buenos Aires, dezenas de adeptos juntaram-se com cartazes onde se podia ler “Justiça para D10S”, uma das alcunhas de Maradona. “Eles mataram-no, e hoje vão ter que lidar com isso”, disse aos jornalistas Sergio Gimenez, um dos fãs de Maradona.
O astro argentino, que levou a Argentina à conquista do Mundial de 1986, morreu em novembro de 2020, aos 60 anos. Recuperava de uma cirurgia a uma coágulo sanguíneo realizada dias antes.