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Angola. Cólera já matou 329 pessoas e atinge mais duas províncias

24 mar, 2025 - 11:57 • Lusa

Luanda e Cuanza Norte continuam a registar o maior número de novos casos e de mortes por cólera, que já se instalou em 16 das 21 províncias angolanas e causou 329 mortes.

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A cólera continua a avançar em Angola com as províncias do Bié e da Lunda Sul a juntarem-se às regiões afetadas, acumulando agora 8.543 casos, com 252 novas infeções e 11 mortes reportadas no fim de semana.

Luanda e Cuanza Norte continuam a registar o maior número de novos casos e de mortes por cólera, que já se instalou em 16 das 21 províncias angolanas e causou 329 mortes, segundo os boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde (Minsa).

Desde o início do surto, a 07 de janeiro, foram notificados 8.543 casos nas províncias: Luanda (4.143), Bengo (2.485), Icolo e Bengo (813), Cuanza Norte (490), Benguela (222), Malanje (211), Zaire (52), Cabinda (41), Cuanza Sul (36), Huambo (23), Uíge (15), Huíla (sete), Bié (dois), Cunene (um), Cubango (um) e Lunda Sul (um), com idades compreendidas entre os 2 e os 100 anos.

Ocorreram desde o início do surto 329 óbitos, com a taxa de letalidade (ou seja, o número de óbitos por cólera em relação à população de uma determinada região, num determinado período) a situar-se atualmente nos 3,8%, acima do indicador de 1% que a Organização Mundial de Saúde define como padrão.

A cólera é uma doença infecciosa causada por uma bactéria, transmitida por contaminação fecal-oral direta ou pela ingestão de água ou alimentos contaminados.

Associada ao saneamento básico e falta de higiene, a doença apresenta sintomas como diarreias, vómitos, dor abdominal e cãibras e se não for tratada pode levar à morte.

Mais de metade das mortes ocorreram na província de Luanda, 95 no Bengo, 38 no Cuanza Norte, 21 no Icolo e Bengo, 9 em Benguela, 6 em Malanje, 3 no Cuanza Sul, 2 no Zaire e 1 em Cabinda.

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