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China detém três cidadãos filipinos por alegada espionagem

03 abr, 2025 - 10:02 • Lusa

A agência de segurança não especificou quando ou onde ocorreu a detenção.

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As autoridades chinesas detiveram três cidadãos filipinos acusados de espionagem em território chinês, informou hoje o Ministério da Segurança do Estado da China.

Um dos detidos, identificado como David Servañez, foi visto repetidamente nas imediações de instalações militares chinesas, o que motivou o início de uma investigação, informou a entidade na rede social chinesa Wechat.

Segundo a mesma fonte, as investigações revelaram que Servañez seguia as instruções de um indivíduo identificado como "Herrera", residente nas Filipinas, e que a sua atividade se centrava na recolha de informações consideradas sensíveis.

Investigações posteriores estabeleceram que "Herrera" dirigia dois outros cidadãos filipinos na China, Albert Endencia e Nathalie Plizardo, que também estavam envolvidos na recolha de dados sensíveis.

Uma vez reunidas as provas relevantes, as autoridades chinesas procederam à detenção dos três suspeitos, que estão a ser investigados, embora a agência de segurança não tenha especificado quando ou onde ocorreu a detenção.

O ministério acrescentou que os três detidos terão sido recrutados pela agência de informação militar das Filipinas em 2021 e treinados em técnicas de recolha de informações, antes de serem enviados para a China.

Manila e Pequim disputam a soberania de parte do mar do Sul da China, uma região estratégica por onde passa cerca de 30% do comércio mundial, que alberga 12% das zonas de pesca do mundo e tem potenciais reservas de petróleo e gás.

Nestas águas, têm sido frequentes os conflitos entre as forças chinesas e os navios filipinos nos últimos anos, o que tem afetado as relações bilaterais.

O Ministério da Segurança do Estado comunica regularmente casos de espionagem no Wechat e tem pedido repetidamente aos cidadãos chineses que desconfiem de ofertas de emprego suspeitas ou de pedidos de informação, especialmente de fontes estrangeiras, e que evitem partilhar dados sensíveis na Internet.

No verão de 2023, o ministério apelou à mobilização de "toda a sociedade" para "prevenir e combater a espionagem" e anunciou uma série de medidas para "reforçar a defesa nacional" contra as "atividades dos serviços secretos estrangeiros".

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