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Gaza. Pelo menos 24 pessoas morreram em novos ataques israelitas

03 abr, 2025 - 08:24 • Lusa

Três das mortes ocorreram após o bombardeamento de uma casa num bairro no leste da Cidade de Gaza.

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Pelo menos 24 pessoas morreram esta quinta-feira em resultado de ataques israelitas que tiveram como alvo a Cidade de Gaza e Khan Yunis, no norte e no sul da Faixa de Gaza, informou a imprensa palestiniana.

O jornal Filastin, ligado ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), avançou este balanço e acrescentou que três das mortes ocorreram após o bombardeamento de uma casa num bairro no leste da Cidade de Gaza.

Mais de 15 palestinianos ficaram feridos e vários foram dados como desaparecidos no mesmo ataque, informou o jornal, enquanto outros bombardeamentos foram registados no campo de refugiados de Al Bureij, no centro do enclave.

O exército israelita expandiu a ofensiva militar na Faixa de Gaza na quarta-feira, com uma operação anunciada pelo Ministro da Defesa do país, Israel Katz, que procura "tomar grandes áreas" e envolve a "retirada em larga escala" da população do território.

As autoridades de Gaza, controladas pelo Hamas, elevaram o número de mortos palestinianos para mais de 50.400 devido às operações israelitas, após os ataques, realizados a 07 de outubro de 2023, pelo movimento islamita e outras fações palestinianas.

O Hamas rejeitou na quarta-feira a mais recente contraproposta israelita em negociações indiretas, que visam restaurar uma trégua em Gaza e libertar reféns israelitas em troca de prisioneiros palestinianos, de acordo com duas dirigentes do movimento.

"O Hamas decidiu não dar seguimento à última proposta israelita apresentada através de mediadores", realçou uma das fontes do Hamas, que falou à agência de notícias France-Presse (AFP) sob anonimato, acusando Israel de "obstruir uma proposta do Egito e do Qatar e de tentar inviabilizar qualquer acordo".

No sábado, o principal negociador do Hamas disse que o movimento tinha aprovado uma nova proposta de cessar-fogo em Gaza apresentada pelos mediadores.

Rejeitando implicitamente os termos desta oferta, o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, indicou que Israel tinha "transmitido aos mediadores uma contraproposta em total coordenação com os Estados Unidos".

De acordo com a principal autoridade do Hamas, a proposta egípcia e catariana prevê um cessar-fogo de 50 dias, durante o qual o Hamas libertaria "cinco soldados israelitas", incluindo um com nacionalidade norte-americana, em troca da libertação de 250 palestinianos presos por Israel, incluindo 150 condenados a prisão perpétua.

Israel libertaria também dois mil palestinianos capturados pelo exército israelita na Faixa de Gaza desde 07 de outubro de 2023.

A proposta aceite pelo Hamas inclui ainda a retirada do exército israelita de Gaza e o envio de ajuda humanitária para o território palestiniano cercado, que está sujeito a um bloqueio total por parte de Israel desde 02 de março.

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